MADRID 25 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou nesta quinta-feira perante a Assembleia Geral das Nações Unidas que "o uso da fome como arma de guerra é imoral" e pediu à comunidade internacional que assuma suas responsabilidades, já que a paz no Oriente Médio "requer uma resposta coletiva".
"Devemos agir juntos e exigir a libertação incondicional de todos os reféns; um cessar-fogo imediato; acesso humanitário total e desimpedido; o fim dos assentamentos ilegais e um compromisso renovado e confiável com uma solução de dois Estados", disse ele à ONU durante seu discurso.
Costa enfatizou durante seu discurso que o povo palestino tem "o mesmo direito à segurança e a viver em um Estado viável". "Uma solução negociada de dois Estados é o único caminho para a paz. Segurança para ambos os povos. Dignidade para ambos os povos. Essa é a solução que buscamos", disse ele.
Ele lamentou o "sofrimento inimaginável" em Gaza e descreveu a situação atual como "uma catástrofe humanitária que choca o mundo", além de condenar o terrorismo "em todas as suas formas".
"Os terríveis ataques do Hamas não podem ser esquecidos. Defendemos o direito de Israel à segurança. Todo país, todo povo, tem o direito de viver em segurança. Os reféns devem ser libertados imediatamente", insistiu Costa.
Ele disse que a UE "tem sido um parceiro indispensável na região" e que é "o maior fornecedor de ajuda humanitária" para os palestinos, o que permitiu "manter hospitais, escolas e instituições funcionando" ao longo dos anos.
Sobre a Ucrânia, Costa disse que a agressão da Rússia ao território ucraniano foi "uma clara violação de sua soberania, integridade territorial, respeito às fronteiras internacionalmente reconhecidas e o direito de escolher seu próprio destino".
"Essa agressão não ameaça apenas a Ucrânia; ameaça todas as nações nesta Assembleia. Se aceitarmos a invasão da Ucrânia pela Rússia, nenhum país estará seguro. Há apenas uma causa principal para essa guerra: a recusa da Rússia em aceitar o direito da Ucrânia de escolher seu próprio destino", argumentou.
Da mesma forma, ele reiterou que a UE "apoia firmemente a Ucrânia em sua luta por uma paz justa e duradoura", bem como em seus esforços para "pôr fim aos assassinatos, trazer Moscou para a mesa de negociações, em sua futura reconstrução, fornecendo-lhe garantias de segurança para evitar futuros ataques e em seu caminho para a plena adesão ao clube da UE".
"Continuaremos a pressionar a Rússia para que ponha fim a essa guerra. Exigimos negociações significativas, um cessar-fogo imediato e uma paz justa e duradoura. Esta não é uma luta apenas pela Ucrânia: é uma luta pelos princípios que todos nós defendemos", disse ele.
"Chegou a hora de escolher: a paz em vez da guerra; a lei em vez da força; a responsabilidade em vez da impunidade; a sustentabilidade em vez da crise; a justiça em vez da desigualdade. A União Europeia não tem dúvidas sobre nossa posição", concluiu.
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