Carlos Luján - Europa Press - Arquivo
MADRID 9 jul. (EUROPA PRESS) -
O Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH) rejeitou nesta quarta-feira o pedido de medidas provisórias apresentado pela líder ultradireitista do Rally Nacional, Marine Le Pen, para suspender a execução de sua sentença de cinco anos de inabilitação por um crime de apropriação indevida de fundos europeus.
Os sete juízes rejeitaram por unanimidade o pedido, argumentando que "a existência de um risco iminente de dano irreparável a um direito protegido pela Convenção ou por seus protocolos" não havia sido demonstrada.
No dia anterior, a defesa havia solicitado ao TEDH que ordenasse às autoridades francesas competentes que suspendessem a proibição de sua candidatura nas eleições de 2027, devido ao risco de uma "violação grave e irreparável" de seus direitos e dos direitos de seus eleitores, de acordo com o Artigo 3 sobre eleições livres.
Le Pen foi condenada a quatro anos de prisão, dois deles definitivos, além de cinco anos de inabilitação, por desviar 2,9 milhões de euros em fundos europeus. O líder da extrema direita também foi condenado a pagar uma multa de 100.000 euros.
Além de Le Pen, outros oito deputados do Rassemblement Nationale foram considerados culpados do mesmo crime, relacionado à contratação de falsos assistentes parlamentares, por meio dos quais os fundos foram desviados para pagar funcionários do partido entre 2004 e 2016.
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