Europa Press/Contacto/Jorge Londono - Arquivo
MADRID, 27 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, não será mais investigado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que apresentou acusações contra ele por supostas irregularidades no financiamento de sua campanha em 2022, depois que o Tribunal Constitucional decidiu na quinta-feira que não é isso, mas a Comissão de Acusações, o órgão que tem autoridade para investigar o chefe de Estado.
"A Câmara dos Deputados é a autoridade competente para assumir a investigação do cidadão Gustavo Francisco Petro Urrego, em sua qualidade de presidente da República, pelas supostas irregularidades no financiamento e apresentação de relatórios de receitas e despesas para a consulta interpartidária e campanhas presidenciais do primeiro e segundo turno em 2022 da Coalizão Pacto Histórico, da qual ele era candidato", declarou o Tribunal Constitucional, após uma votação apertada de cinco votos a quatro.
Consequentemente, o CNE deve enviar, em um prazo máximo de cinco dias, os procedimentos do caso à Comissão de Acusações da Câmara, para que esta "exerça os poderes que lhe correspondem em relação" ao presidente colombiano.
De acordo com o documento divulgado pela W Radio, o CNE pode investigar o restante das pessoas ligadas à campanha de Petro em 2022: "partidos, movimentos ou qualquer membro da consulta interpartidária e campanhas presidenciais para o primeiro e segundo turno em 2022 da Coalizão Pacto Histórico", onde especifica "com exceção do candidato e do atual presidente".
O Tribunal Constitucional decidiu a favor de Petro, que havia apresentado um recurso contra a decisão do Conselho de Estado, permitindo que o CNE o investigasse. O órgão considera que a campanha excedeu os limites em mais de 5,3 bilhões de pesos (1,14 milhão de euros) e que, além disso, recebeu doações de pessoas jurídicas, o que é explicitamente proibido pela lei eleitoral.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático