Publicado 29/04/2026 09:42

O corpo encontrado sob dois metros de concreto é do empresário de Alicante, Jesús Tavira

Sobe para quatro o número de detidos por suposto envolvimento no seu desaparecimento e morte violenta

Operação da Polícia Nacional
POLICÍA NACIONAL

ALICANTE, 29 abr. (EUROPA PRESS) -

O corpo encontrado nesta terça-feira enterrado a mais de dois metros de profundidade em uma cisterna de uma residência no bairro de El Bacarot, na cidade de Alicante, é do empresário Jesús Tavira, que estava desaparecido desde o dia 18 de março. Já são quatro os detidos, com idades entre 35 e 45 anos, por suposto envolvimento no desaparecimento e morte violenta dessa pessoa, embora a investigação continue em andamento e não se descartem novas prisões de possíveis envolvidos relacionados a esses fatos.

Fontes da Polícia Nacional confirmaram nesta quarta-feira que, após a realização dos exames e comparações dactiloscópicas correspondentes com o cadáver, a Brigada Provincial de Polícia Científica determinou que as impressões digitais correspondem às de Tavira.

Segundo os investigadores, o cadáver apresentava um “estado avançado de decomposição” e “múltiplas feridas causadas por arma branca por todo o corpo” e estava envolto e enterrado a mais de dois metros de profundidade naquela cisterna da residência.

A descoberta de uma medalha e outros objetos pessoais reconhecidos pela família de Tavira já indicavam que se tratava deste conhecido empresário de Alicante, embora as últimas investigações tenham confirmado que o corpo sem vida encontrado nesta terça-feira era o dele.

QUATRO DETIDOS

Já são quatro as pessoas detidas pela Polícia Nacional no âmbito deste caso. Trata-se de três homens e uma mulher, com idades entre 35 e 45 anos, por seu suposto envolvimento no desaparecimento e na morte violenta de Tavira.

Inicialmente, após a descoberta do corpo, três pessoas foram detidas. Especificamente, dois homens e a mulher, acusados dos crimes de homicídio, danos causados pelo incêndio de veículo — o carro do conhecido empresário foi encontrado carbonizado na zona norte da cidade dias após seu desaparecimento — e roubo com violência, já que, no momento dos fatos, a vítima portava diversos objetos de valor.

Após essas primeiras detenções, um quarto homem foi preso por sua suposta participação nos crimes de encobrimento e danos. Os quatro, após a conclusão dos procedimentos policiais, serão apresentados nas próximas horas aos tribunais de plantão de Alicante.

DESAPARECIMENTO EM MARÇO E VEÍCULO INCENDIADO

A investigação teve início após o desaparecimento de Tavira no último dia 18 de março “em circunstâncias estranhas”. Seu veículo foi encontrado carbonizado na zona norte da cidade dias depois. Desde o início, os agentes descartaram que se tratasse de um desaparecimento voluntário e iniciaram uma investigação minuciosa com o objetivo de determinar as causas e os possíveis responsáveis.

Na primeira fase das investigações, as diligências realizadas concentraram-se em um dos funcionários do empresário. Após prestar depoimento na delegacia, ele afirmou ter visto Tavira, no dia de seu desaparecimento, sair do estabelecimento acompanhado por duas pessoas. No entanto, os investigadores descartaram posteriormente essa hipótese após realizarem várias verificações.

Segundo a Polícia Nacional, as evidências coletadas sobre o suposto envolvimento desse funcionário no desaparecimento do empresário foram “determinantes” para que os agentes reforçassem a hipótese “de um possível desfecho fatal”.

BUSCA DE MAIS DE DEZ HORAS

Essas evidências permitiram localizar a residência do principal suspeito na localidade de El Bacarot, na província de Alicante, e indicaram que esse poderia ser o local onde o corpo estaria escondido. Após a confirmação das suspeitas iniciais, foi realizada a fase de exploração da investigação, para a qual foi solicitado o mandado judicial correspondente para a entrada e busca na residência.

Na operação, na qual participaram diversas unidades policiais, foi realizada uma busca exaustiva que se prolongou por mais de dez horas, durante as quais o Grupo Operativo de Intervenções Técnicas (GOIT), unidade especializada da Polícia Nacional, trabalhou nas tarefas de localização e escavação. Finalmente, a intervenção permitiu localizar o corpo sem vida de Tavira.

A investigação foi conduzida por agentes pertencentes ao Grupo de Crimes Violentos (UDEV) da Brigada Provincial de Polícia Judicial de Alicante e contou com a colaboração de agentes da Brigada Provincial de Polícia Científica de Alicante, da Comissaria Geral de Polícia Científica e do Grupo Operativo de Intervenções Técnicas (GOIT).

Por sua vez, a delegada do Governo na Comunidade Valenciana, Pilar Bernabé, confirmou as quatro prisões e que uma delas foi realizada nesta quarta-feira de manhã. Especificamente, a prisão de uma pessoa que “seria quem supostamente incendiou” o veículo de Tavira. O carro foi encontrado dias após seu desaparecimento.

Em resposta a perguntas da imprensa em Valência, Bernabé agradeceu o “esforço” e o “trabalho realizado pela Polícia Nacional nestas semanas na resolução do caso, na busca pela pessoa desaparecida e em todo o processo de investigação”.

TESTEMUNHA NO JULGAMENTO DO CASO SALA

Acontece que Tavira, cujo corpo foi agora encontrado, foi testemunha no julgamento pelo assassinato a tiros da viúva de Vicente Sala, ex-presidente da Caja de Ahorros del Mediterráneo (CAM), ocorrido em 2016.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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