Publicado 03/07/2026 04:59

O corpo de Ali Khamenei chega à Grande Mesquita de Mosalla, em Teerã, antes do início do funeral

O chefe da Guarda Revolucionária reaparece em público em um evento em memória do líder supremo do Irã, assassinado

2 de julho de 2026, Teerã, Irã: Pessoas em luto se reúnem ao redor do caixão do falecido Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, durante uma cerimônia de despedida realizada ao lado da Hussainiya do Imã Khomeini, em Teerã, Irã, em 2 de julho de 2026
Europa Press/Contacto/Iranian Supreme Leader'S Off

MADRID, 3 jul. (EUROPA PRESS) -

O corpo do ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei, assassinado em 28 de fevereiro nos primeiros momentos da ofensiva lançada de surpresa contra o país asiático, foi transferido nesta sexta-feira para a mesquita Gran Mosalla, na capital, Teerã, em preparação para o início das cerimônias em sua homenagem, que terão início ainda hoje e se estenderão até 9 de junho.

O caixão que contém os restos mortais de Jamenei, pintado com a bandeira do Irã, foi levado por várias pessoas para o interior da mesquita, também conhecida como Mesquita do Imam Khomeini, em preparação para o início das cerimônias comemorativas, às quais comparecerão representantes de dezenas de países, conforme informou a rede de televisão pública iraniana, IRIB.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, especificou que se espera que delegações de cem países, bem como figuras públicas e representantes de grupos sociais, participem dos eventos. Entre eles, haverá “pelo menos oito chefes de governo, incluindo presidentes e primeiros-ministros”, afirmou.

Assim, ele destacou que também estarão presentes os presidentes dos parlamentos de doze países, conforme informou a emissora de televisão Press TV. “Muitos outros países estarão representados por ministros das Relações Exteriores, outros ministros ou enviados especiais”, observou.

O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, destacou na quinta-feira que o país “se prepara para se despedir do verdadeiro servidor do Islã e da revolução” e fez um apelo à população para que demonstre “unidade nacional” e “lealdade” à República Islâmica por meio de uma participação “histórica” no funeral, que reunirá milhões de pessoas.

“O martírio do grande líder do Irã mergulhou em profunda dor todo o nosso povo, a nação islâmica e todos os povos livres do mundo”, disse o presidente em uma mensagem nas redes sociais.

Nesse sentido, ele enfatizou que a morte de Jamenei “não é o fim da jornada, mas o início de um novo capítulo de solidariedade, perseverança e crescimento de uma nação que sempre avança em direção ao amanhã, mais unida, mais firme e mais esperançosa, mesmo diante das provações mais difíceis”.

Jamenei, que liderava o país desde a morte de Khomeini em 1989, foi assassinado junto com vários membros de sua família no início da referida ofensiva, sendo substituído por seu filho Mojtaba Jamenei, que ficou ferido nesse mesmo bombardeio e, desde então, não voltou a aparecer em público.

REAPARECIMENTO EM PÚBLICO DE VAHIDI

Por outro lado, os acontecimentos das últimas horas também significaram o reaparecimento em público do comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Ahmad Vahidi, depois que a mídia iraniana publicou fotografias nas quais ele aparece ao lado do caixão de Jamenei durante uma cerimônia realizada na noite de quinta-feira.

Vahidi, que foi ministro da Defesa entre 2009 e 2013 e ministro do Interior entre 2021 e 2024, assumiu o cargo após o assassinato do chefe da Guarda Revolucionária, Mohamad Pakpur, nos bombardeios de 28 de fevereiro. Anteriormente, ele ocupou o cargo interinamente após o assassinato de Hosein Salami durante a ofensiva israelense de junho de 2025.

As autoridades da Argentina solicitaram, em abril de 2024, a prisão de Vahidi, uma vez que ele é procurado pela Justiça do país sul-americano por seu suposto envolvimento no atentado perpetrado em 1994 contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em Buenos Aires, que resultou em 85 mortos e centenas de feridos.

Vahidi, uma das pessoas mais influentes na cúpula iraniana, não aparecia em público desde 8 de fevereiro, semanas antes do início da ofensiva lançada de surpresa pelos Estados Unidos e por Israel contra o país, em pleno andamento das negociações entre Washington e Teerã para tentar chegar a um novo acordo nuclear, assim como já havia ocorrido na ofensiva israelense de junho de 2025, à qual os Estados Unidos se juntaram posteriormente.

De cara às cerimônias de homenagem — que terão início neste sábado em Teerã e terminarão no dia 9 de julho com seu enterro na cidade de Mashhad (nordeste) —, o Exército iraniano advertiu os Estados Unidos e Israel contra qualquer ataque ao país.

“Advertimos os inimigos do Irã, especialmente os Estados Unidos e o regime sionista, para que evitem qualquer erro de cálculo e pensem na dura retaliação que nossas Forças Armadas tomariam diante de qualquer ameaça ou agressão contra nosso país”, afirmou na quinta-feira o comandante do Comando Jatam al Anbiya —comando central das Forças Armadas iranianas—, Alí Abdolahi, afirmou na quinta-feira.

As cerimônias ocorrerão em meio às negociações iniciadas pelos Estados Unidos e pelo Irã na sequência do cessar-fogo acordado em 8 de abril, que, até o momento, resultaram na assinatura de um memorando de entendimento que concede 60 dias para avançar rumo a um acordo de paz definitivo que ponha fim à guerra aberta no Oriente Médio provocada pela referida ofensiva israelo-americana.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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