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MADRID 20 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo da Coreia do Sul recomendou nesta segunda-feira que seus cidadãos deixem a região do Oriente Médio diante do recrudescimento das tensões após dias de ataques recíprocos entre os Estados Unidos e o Irã, apesar do cessar-fogo acordado em abril e do memorando de entendimento assinado em junho.
O Ministério das Relações Exteriores emitiu o alerta após uma reunião com representantes de 17 missões diplomáticas, incluindo as embaixadas no Irã e em Israel, para revisar as medidas de segurança para cidadãos e navios sul-coreanos que se encontram na região.
“Como a maioria dos países do Oriente Médio está, desde março, sob um alerta de viagem de nível 3 — que recomenda que os viajantes deixem o local, a menos que seja necessário —, aconselha-se que os visitantes em estadias curtas partam o mais rápido possível, a menos que tenham motivos de peso para permanecer”, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Kim Jina.
Além disso, ele recomendou o reforço das medidas de vigilância em torno dos navios que operam no Mar Vermelho, diante do recrudescimento das tensões entre os rebeldes houthis do Iêmen e a Arábia Saudita e dos recentes bombardeios contra aeroportos em ambos os países, conforme noticiado pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.
Por fim, o ministério enfatizou que as representações diplomáticas sul-coreanas no Oriente Médio acompanharão “de perto” os acontecimentos e adotarão medidas “proativas” para garantir a segurança de seus cidadãos, em meio ao temor de um colapso nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã e do retorno a uma guerra em grande escala na região.
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