Publicado 09/09/2026 00:48

A Coreia do Sul nega ter tomado “qualquer decisão” sobre o envio de tropas ao Estreito de Ormuz

PARIS, 8 de setembro de 2026  -- O presidente francês Emmanuel Macron (à direita) aperta a mão do presidente sul-coreano Lee Jae Myung no Palácio do Eliseu, em Paris, França, em 8 de setembro de 2026.
Henri Szwarc / Xinhua News / Europa Press

O presidente Lee discute com Macron esse e outros assuntos durante uma visita à França, na qual Paris e Seul firmam oito acordos bilaterais

MADRID, 9 set. (EUROPA PRESS) -

A Coreia do Sul afirmou que “nenhuma decisão foi tomada” por seu governo a respeito do pedido dos Estados Unidos de enviar tropas ao Estreito de Ormuz, indicando que “é difícil até mesmo estabelecer um cronograma” e afirmando que a conversa mantida nesta terça-feira em Paris entre o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, e seu homólogo francês, Emmanuel Macron, sobre o estreito não deve ser interpretada como uma “discussão sobre o envio de tropas”.

Foi o que transmitiu o assessor de segurança nacional sul-coreano, Wi Sung Lac, ao final de uma coletiva de imprensa conjunta entre Macron e Lee, que declarou que o Eliseu e a Casa Azul continuarão trabalhando juntos para restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, conforme informou a agência sul-coreana Yonhap.

“O presidente Lee abordou o assunto partindo da premissa de definir medidas de contribuição com base nos interesses nacionais e no consenso público, reconhecendo a especial importância da estabilidade no estreito”, destacou Wi.

Essa troca de ideias ocorreu depois que o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, alertou na segunda-feira sobre “graves consequências” caso a Coreia do Sul realize um deslocamento militar no Oriente Médio, alegando que isso seria visto como “um apoio direto” aos Estados Unidos.

No entanto, o assessor de segurança nacional sul-coreano também informou que houve uma troca de informações a esse respeito com Teerã: “Depois de verem notícias na mídia iraniana, funcionários de nível operacional nos questionaram”, afirmou ele, referindo-se ao possível envio de tropas sul-coreanas. A isso, Seul respondeu informando que está “analisando o assunto e que nada foi decidido”, esclareceu.

FRANÇA E COREIA DO SUL ASSINAM OITO ACORDOS EM VÁRIAS ÁREAS

O próprio Wi explicou em um comunicado da Casa Azul publicado após o encontro bilateral com a França que a conversa entre Lee e Macron sobre o estreito ocorreu durante um almoço privado, no qual ambas as partes “foram além das questões bilaterais e trocaram pontos de vista sobre assuntos internacionais de grande relevância”, mencionando tanto a situação do estreito estratégico quanto “a guerra na Ucrânia”.

“Graças a isso, os dois líderes ampliaram seu consenso sobre temas-chave e debateram medidas de cooperação estratégica, consolidando assim ainda mais a parceria estratégica global entre os dois países”, acrescenta o texto.

A visita do presidente sul-coreano e de sua equipe à capital francesa também serviu para a assinatura de até oito acordos e memorandos de entendimento relacionados a “áreas como defesa, aviação, inteligência artificial, semicondutores e tecnologias quânticas, energia nuclear, competitividade industrial, propriedade intelectual, setor espacial e cooperação cultural”.

Além disso, Seul e Paris também concordaram em “iniciar um diálogo de alto nível sobre energia nuclear civil, atendendo à proposta feita pelo presidente Macron no último mês de abril”, acrescentou Wi.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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