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Lee se reúne com Takaichi durante uma visita ao território japonês e destaca a importância de uma cooperação tripartida, apesar das diferenças MADRID 13 jan. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, apostaram nesta terça-feira em impulsionar seus laços em matéria de segurança e economia diante da crescente tensão com a China, uma medida com a qual buscam “impulsionar a diplomacia” na região.
Foi o que explicou a própria Takaichi, que se reuniu com o líder sul-coreano na cidade de Nara, de onde ela é originária, durante uma visita de dois dias à região. “Esta colaboração entre as partes”, declarou ela, “tem uma importância estratégica para os dois países”, segundo informações coletadas pelo jornal japonês The Japan Times.
Nesse sentido, ela afirmou que as partes também chegaram a um acordo sobre os restos mortais de cidadãos sul-coreanos que morreram no Japão após terem sido recrutados para trabalhos forçados durante a ocupação japonesa, pelo que Tóquio concordou em realizar testes de DNA.
As partes defenderam a realização de “mais visitas deste tipo”, tanto a um país como ao outro, depois de Lee também ter visitado território chinês para manter conversações com o presidente da China, Xi Jinping, à medida que aumenta a tensão com Tóquio. “Espero que esta visita sirva para levar as relações entre o Japão e a Coreia do Sul a um novo nível”, afirmou Takaichi após o encontro. Além disso, afirmou que ambos os líderes esperam “estabelecer uma boa relação pessoal” para “promover uma aproximação entre os vizinhos em plena situação geopolítica complexa a nível mundial”.
O PRESIDENTE SUL-COREANO REIVINDICA “COOPERAÇÃO” Embora Takaichi não tenha feito alusão às diferenças com a China e à recente troca de acusações entre as partes devido a uma série de declarações sobre Taiwan, Lee enfatizou a necessidade de Tóquio, Seul e Pequim “identificarem uma base comum e se comunicarem de forma eficiente”.
“Quero destacar a necessidade de os três países identificarem pontos em comum para se comunicarem e cooperarem”, afirmou, ao mesmo tempo que reiterou a importância de alcançar a “desnuclearização completa da península da Coreia para estabelecer uma paz duradoura na região”. “Concordamos em continuar a coordenar-nos para resolver a questão norte-coreana”, acrescentou.
As partes concordaram, por sua vez, em cooperar para recuperar os restos mortais das vítimas da grande inundação que ocorreu em 1942 e que deixou quase 200 mortos — entre eles 136 trabalhadores coreanos — em uma mina de carvão na província de Yamaguchi.
O chefe de Estado sul-coreano descreveu esta medida como um “progresso pequeno, mas significativo, em questões históricas de grande importância” para a Coreia do Sul. “Perante uma ordem mundial cada vez mais complexa, acredito que a cooperação entre a Coreia do Sul e o Japão é mais importante do que nunca”, afirmou.
“A incerteza política está crescendo, o multilateralismo está sendo posto à prova e a independência das cadeias de produção em nível mundial está sendo instrumentalizada”, lamentou, não sem antes enfatizar que existem “desafios” que deverão ser “enfrentados” por meio do “respeito e confiança mútuos”.
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