Europa Press/Contacto/Marek Ladzinski
MADRID 26 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, incentivou neste sábado o governo dos Estados Unidos a levar suas relações bilaterais “além” de sua aliança histórica, por meio da ampliação da cooperação nas áreas de tecnologia, inovação e startups.
“A Coreia do Sul e os Estados Unidos devem ampliar o alcance de sua cooperação para além da longa aliança em matéria de segurança, de modo a incluir tecnologia, inovação e startups”, afirmou Lee durante uma reunião com investidores no Vale do Silício, o epicentro global da inovação tecnológica localizado no sudoeste dos Estados Unidos.
O presidente sul-coreano destacou, durante sua intervenção, que a aliança entre o capital de risco norte-americano e a capacidade tecnológica e de fabricação da Coreia do Sul permitiria criar “novos inovadores de nível mundial” que liderariam o mercado global, no nível de gigantes dos semicondutores como a ‘Samsung Electronics’ e a ‘SK hynix’, ambas empresas sul-coreanas.
Nesse sentido, Lee defendeu que a combinação das startups do país asiático com o mercado norte-americano — somada à integração dos investidores norte-americanos no ecossistema sul-coreano de talentos e inovação — consolidaria ambas as nações como “parceiros em inovação” capazes de moldar as próximas três décadas.
Além disso, o presidente se comprometeu a reformar o sistema de vistos para atrair talentos internacionais para o setor de startups, bem como a estabelecer pontes entre empresas, centros de pesquisa e investidores, tanto nacionais quanto estrangeiros.
Lee destacou que a aliança entre a inovação sul-coreana e o capital de risco norte-americano geraria “novas oportunidades de crescimento”, definindo essa sinergia como “o modelo de inovação mais bem-sucedido”. Nessa linha, ele prometeu apoiar a expansão internacional das startups por meio de sua conexão com fundos de investimento públicos e privados.
O presidente da Coreia do Sul continua sua turnê de verão e, nos próximos dias, visitará o Brasil, a Argentina e o Chile, após ter renunciado às suas férias.
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