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MADRID 17 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Coreia do Sul afirmaram nesta segunda-feira que esperam que a relação entre o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conduzam a um “diálogo” bilateral na Península Coreana. Essas declarações foram feitas logo após o líder norte-americano ter anunciado uma redução substancial dos exercícios militares com Seul.
“O governo toma nota da mensagem do presidente Trump. Esperamos que as relações amigáveis entre os líderes da Coreia do Norte e dos Estados Unidos conduzam a conversas significativas entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos e ao início de diálogos destinados a promover a paz e a estabilidade na Península Coreana”, indicou a Presidência sul-coreana em um comunicado no qual demonstrou sua disposição em desempenhar um papel fundamental.
Essas declarações surgiram depois que Trump anunciou ter ordenado ao Pentágono que reduzisse “substancialmente” os exercícios conjuntos entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, por considerar que eles são “caros” e enviam um sinal “totalmente inadequado e hostil” à Coreia do Norte.
O anúncio ocorre, além disso, logo após a Coreia do Sul ter apresentado uma nova proposta à Coreia do Norte para pôr fim de forma definitiva ao estado de guerra em que ambos os países se encontram há 70 anos, sem que Pyongyang tenha se pronunciado a respeito até o momento.
O próprio presidente dos Estados Unidos afirmou estar aberto ao diálogo com Pyongyang “sem estabelecer condições prévias”. No passado, ele realizou três reuniões com Kim durante seu primeiro mandato: em Cingapura, em junho de 2018; no Vietnã, em fevereiro de 2019; e na localidade fronteiriça intercoreana de Panmunjom, em junho de 2019.
Tanto Seul quanto Washington têm coordenado estreitamente a manutenção de uma postura sólida de defesa conjunta e a realização de manobras conjuntas há anos.
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