Europa Press/Contacto/Jintak Han
MADRID 17 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, anunciou nesta sexta-feira que o país asiático começou a transportar petróleo bruto pelo Mar Vermelho, como rota alternativa ao bloqueio do Estreito de Ormuz, que afeta profundamente o abastecimento energético dos países asiáticos, incluindo Seul.
“É uma boa notícia que, pela primeira vez após o bloqueio do Estreito de Ormuz, nossos navios estejam transportando petróleo bruto de forma estável através do Mar Vermelho”, afirmou em uma mensagem nas redes sociais.
Lee indicou que este passo é “uma conquista valiosa” e agradeceu às instituições e órgãos que trabalharam “como uma única equipe”. “Expressamos nossa gratidão a todos aqueles que trabalharam incansavelmente dia e noite em condições difíceis, especialmente aos marinheiros”, destacou.
Nesse sentido, o presidente sul-coreano ressaltou que o país está concentrado em “superar a crise provocada pela guerra no Oriente Médio”. “Continuaremos fazendo todo o possível, com uma resposta rigorosa e uma preparação sem falhas, para proteger a vida da população e os interesses nacionais”, enfatizou.
Seul, além de estudar medidas para conter o preço dos combustíveis, estabeleceu como objetivo cooperar com parceiros estratégicos para explorar uma rota de abastecimento alternativa diante do bloqueio no Estreito de Ormuz.
Os Estados Unidos proclamaram o controle efetivo do estreito de Ormuz e destacam que o bloqueio aos portos do Irã está surtindo efeito, tendo conseguido “paralisar completamente” o comércio que “entra e sai” do país da Ásia Central por via marítima.
Essa medida surge após as negociações no Paquistão no último fim de semana, que terminaram sem acordo entre Washington e Teerã para a cessação definitiva das hostilidades, enquanto permanece em vigor um cessar-fogo de 15 dias, que visa precisamente dar espaço à diplomacia para alcançar um pacto mais amplo que ponha fim à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, em troca do levantamento das sanções ao Irã, do retorno à normalidade em Ormuz e de que a República Islâmica firme um novo acordo nuclear.
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