Publicado 01/09/2026 05:10

A Coreia do Sul aponta para a possibilidade de uma cúpula “a qualquer momento” entre os EUA e a Coreia do Norte

Archivo - Arquivo - 7 de julho de 2026, Ancara, Turquia: O presidente da República da Coreia (Coreia do Sul), Lee Jae Myung, participa de um debate durante o primeiro dia do Fórum da Indústria de Defesa da Cúpula da OTAN, realizado como parte da Cúpula da
Marek Ladzinski / Zuma Press / Europa Press / Cont

Os serviços de inteligência sul-coreanos constatam “sinais de diálogo” entre Washington e Pyongyang

MADRID, 1 set. (EUROPA PRESS) -

Os serviços de inteligência da Coreia do Sul apontaram nesta terça-feira para a possibilidade de uma cúpula “a qualquer momento” entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, após confirmarem a existência de “sinais de diálogo” entre os dois países, dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ordenado a redução do nível das manobras militares com Seul.

A avaliação foi transmitida pelo Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS, na sigla em inglês) durante uma reunião informativa a portas fechadas com vários parlamentares da Comissão de Inteligência da Assembleia Nacional, conforme revelaram dois deputados.

“Quanto a uma cúpula entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, devemos considerá-la possível a qualquer momento”, afirmaram os parlamentares Youn Kun Young, do Partido Democrático (DP), do governo, e Yoo Yeong Ha, do Partido do Poder do Povo (PPP), da oposição, conforme noticiado pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.

“Não foi confirmado nenhum fato concreto sobre o diálogo entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, mas há sinais de diálogo”, afirmaram, citando como fonte a avaliação do NIS, que negou que, até o momento, tenha havido contatos com Pyongyang depois que o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, fez um apelo para o início das conversações.

Em 15 de agosto, Lee convidou formalmente a Coreia do Norte a iniciar negociações para pôr fim de forma definitiva ao conflito entre os dois países, bem como a discutir medidas eficazes para conter o programa nuclear norte-coreano, apesar do silêncio mantido por Pyongyang diante dos últimos gestos de aproximação de Seul desde a chegada ao poder do atual governo.

Por sua vez, Trump ordenou em agosto ao Pentágono que reduzisse “substancialmente” essas atividades, destacando a “ótima relação” com Kim Jong Un e a prioridade militar que representa a guerra no Irã, ao mesmo tempo em que criticou Seul por não apoiar sua ofensiva, em conjunto com Israel, contra o país asiático, lançada de surpresa em 28 de fevereiro.

A Coreia do Sul e a Coreia do Norte continuam tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito bélico — que ocorreu entre 1950 e 1953 — terminou com um armistício, mas não com um tratado de paz, sem que os esforços realizados desde então para alcançar um acordo definitivo tenham sido bem-sucedidos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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