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MADRI 28 ago. (EUROPA PRESS) -
O Exército da Coreia do Sul anunciou nesta sexta-feira que realizará, em conjunto com os Estados Unidos e o Japão, os exercícios militares “Filo de Libertad” em águas internacionais próximas à ilha de Jeju, localizada ao sul da Península Coreana, entre os dias 7 e 11 de setembro.
O anúncio foi feito pelo Estado-Maior Conjunto de Seul em um comunicado divulgado pela agência sul-coreana Yonhap, no qual se especifica que o exercício ocorrerá em águas internacionais a leste e ao sul de Jeju.
“Este exercício é uma manobra defensiva realizada anualmente pela Coreia do Sul, pelos Estados Unidos e pelo Japão para responder às ameaças nucleares e de mísseis da Coreia do Norte e para salvaguardar a paz e a estabilidade regionais”, afirmou o órgão militar.
Este seria o terceiro ano consecutivo em que essas manobras são realizadas, após as edições de 2025 e, por duas vezes, em 2024.
O anúncio ocorre após algumas semanas turbulentas para a aliança militar entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul. Em meados de agosto, Seul e Washington concordaram em reduzir o exercício Escudo da Liberdade Ulchi (UFS, na sigla em inglês) por iniciativa da Casa Branca, alegando o alto custo das operações e a recusa do país asiático em se juntar à guerra contra o Irã.
De fato, o próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nas redes sociais que havia dado ordem ao Pentágono para reduzir “substancialmente” os exercícios militares, destacando a “ótima relação” com o líder norte-coreano, Kim Jong Un.
Este não foi o único contratempo na colaboração entre os dois exércitos, já que nesta mesma segunda-feira a Marinha da Coreia do Sul anunciou o cancelamento, por parte dos Estados Unidos, de manobras militares anfíbias conjuntas com a Coreia do Sul, alegando um destacamento “limitado devido à situação no Oriente Médio”.
Essa avaliação coincide com acontecimentos no terreno, como o envio, às águas do Mar Arábico, do porta-aviões norte-americano “USS George Washington”, anteriormente destacado no Japão, anunciado na última quinta-feira pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).
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