MADRID 27 jul. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul informou nesta segunda-feira que está analisando um possível envio de cerca de 30.000 soldados norte-coreanos para território russo, no contexto da crescente cooperação militar entre a Rússia e a Coreia do Norte e do avanço da invasão da Ucrânia.
“O governo está acompanhando de perto os acontecimentos relacionados à cooperação militar entre a Coreia do Norte e a Rússia”, declarou em um comunicado, no qual não abordou questões de inteligência a esse respeito. “Mantemos a posição de que essa cooperação viola as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e deve cessar imediatamente”, afirmou sobre a ajuda militar norte-coreana e o futuro destacamento.
Segundo fontes governamentais, até o momento não há indícios confirmados de um destacamento adicional de tropas norte-coreanas, embora o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, tenha afirmado que Moscou estaria se preparando para receber esses soldados e tenha insistido que esses preparativos estão em andamento desde o mês de junho.
Além disso, o presidente ucraniano afirmou que Pyongyang poderia transferir lançadores de mísseis adicionais para a Rússia, mas não forneceu mais informações a respeito, conforme noticiado pela agência de notícias Yonhap.
Por sua vez, o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, se recusou a fornecer informações sobre o assunto e esclareceu que “não é necessário comentar” essa questão. “Não cabe a Zelenski falar sobre esses planos”, afirmou, conforme noticiado pela agência TASS.
Estima-se que a Coreia do Norte já tenha mobilizado cerca de 20.000 soldados e engenheiros militares para apoiar os esforços bélicos da Rússia, e acredita-se que cerca de 14.000 estejam atualmente na linha de frente em solo ucraniano.
Na semana passada, a ministra das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Choe Son Hui, visitou Moscou, onde se reuniu com o presidente russo, Vladimir Putin, e com o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, o que alimentou especulações sobre uma maior colaboração militar entre os dois países.
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