Publicado 15/04/2026 09:12

A Coreia do Sul afirma que não pagará a taxa imposta pelo Irã enquanto persistir o bloqueio comercial do Estreito de Ormuz

Archivo - Arquivo - 12 de novembro de 2025, Niagara-On-The-Lake, Ontário, Canadá: O ministro das Relações Exteriores da República da Coreia, Cho Hyun, chega para a foto de grupo durante a Reunião dos Ministros das Relações Exteriores do G7 em Niagara-on-t
Europa Press/Contacto/Nick Iwanyshyn - Arquivo

MADRID 15 abr. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Cho Hyun, manifestou nesta quarta-feira sua recusa em pagar o preço exigido pelo Irã para evitar o bloqueio comercial que este impõe ao Estreito de Ormuz, insistindo que seu país não tem intenção de contrariar as ações dos Estados Unidos nessa passagem marítima estratégica.

Após sua viagem de oito dias a Omã, Arábia Saudita, Catar e Cazaquistão, o ministro das Relações Exteriores enfatizou, durante um discurso na Assembleia Nacional sul-coreana, que não se oporão aos objetivos que os Estados Unidos estabeleceram no estreito. “Neste momento, o governo não considera oferecer qualquer tipo de compensação ao Irã nem agir de forma que possa colocar em dúvida o que os Estados Unidos já declararam”, afirmou aos membros da Câmara.

O governo sul-coreano, que inicialmente mantinha contato zero com Teerã, mudou sua postura e já se mostrou disposto a trocar informações com as autoridades iranianas, embora Cho tenha esclarecido que Seul está “fornecendo informações não apenas ao Irã, mas a todos os países do Golfo e aos Estados Unidos”, em relação à situação de seus navios no estreito de Ormuz.

Dessa forma, Seul teria mantido contatos com o Irã sobre a situação de 26 navios e 170 marinheiros que se encontram bloqueados nesse ponto estratégico. Esses contatos foram descritos como necessários para “garantir a segurança” das embarcações e dos marinheiros, disse Cho, que defendeu “continuar avançando para poder retirá-los de lá”.

POLÊMICA COM A MENSAGEM DO PRESIDENTE SUL-COREANO SOBRE ISRAEL

Sobre a polêmica do presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, que criticou Israel por suas ações contra os palestinos, após compartilhar um vídeo de 2024 no qual militares israelenses supostamente jogam do telhado de um prédio o cadáver de uma pessoa morta, e comparou isso à “escravidão sexual” durante a ocupação japonesa da Coreia, Cho garantiu que esteve em contato com Israel e que o assunto não deveria mais justificar uma nova disputa diplomática entre os dois países.

“Israel entendeu e não fez nenhuma outra declaração. Assim, tudo foi resolvido”, esclareceu o ministro das Relações Exteriores sul-coreano, que minimizou a questão afirmando que as declarações de Lee “estão ligadas à identidade da República da Coreia” e que “ressaltam a importância dos Direitos Humanos universais e do Direito Internacional Humanitário”.

Em uma mensagem nas redes sociais na última sexta-feira, o líder asiático comparou essas ações às perpetradas pelo Japão durante a invasão da Coreia e ao “massacre de judeus” durante a Segunda Guerra Mundial. Essa mensagem provocou reclamações dos Estados Unidos, enquanto Israel classificou suas declarações como “inaceitáveis”, acusando-o de banalizar o Holocausto e iniciando uma investigação sobre o incidente.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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