Europa Press/Contacto/Kim Jae-Hwan - Arquivo
MADRID 4 mar. (EUROPA PRESS) -
Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, advertiu nesta segunda-feira que reforçará sua "dissuasão nuclear" depois de denunciar a entrada de um porta-aviões do exército norte-americano na cidade portuária sul-coreana de Busan no dia anterior, o que considerou uma provocação.
"O constante desdobramento de ativos estratégicos dos EUA ressalta a urgência da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) em fortalecer sua dissuasão nuclear defensiva", disse ele em um comunicado divulgado pela estatal norte-coreana KCNA, acusando as autoridades dos EUA de "frequentes atos provocativos e hostis".
Kim, que também é vice-chefe do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia, culpou os Estados Unidos "e seus aliados" pela escalada da tensão na península coreana por meio de crescentes movimentos militares e disse que eles pretendem "implantar a infraestrutura da OTAN na região".
As autoridades norte-coreanas condenaram "as ações visíveis imprudentes (...) dos Estados Unidos e suas forças vassalas que desconsideram e violam as preocupações de segurança de um estado soberano e colocam em risco a atmosfera pacífica em toda a região", diz a nota.
Autoridades norte-coreanas ameaçaram, há uma semana, impor sanções em retaliação às "provocações" dos Estados Unidos e de seus aliados, depois que foi anunciado que a Coreia do Sul chefiará o novo órgão de vigilância de sanções contra Pyongyang, após a dissolução do painel de especialistas da ONU.
A Marinha dos EUA, por sua vez, confirmou em um comunicado a visita "programada" do porta-aviões USS Carl Vinson no domingo, enfatizando que é um sinal de "(seu) compromisso com a região, fortalecendo as relações com os líderes e o povo" da Coreia do Sul.
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