Publicado 31/08/2026 06:05

A Coreia do Norte descarta a desnuclearização diante da postura “hostil” dos EUA: “A cada dia fica mais perigoso”

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo de bandeiras da Coreia do Norte.
Europa Press/Contacto/Stanislav Varivoda - Arquivo

MADRID 31 ago. (EUROPA PRESS) -

As autoridades da Coreia do Norte descartaram nesta segunda-feira o início de um processo real de desnuclearização na Península Coreana devido à postura “hostil” dos Estados Unidos, que classificaram como “persistente” por parte de um país que está se tornando “cada dia mais perigoso”.

Nesse sentido, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores argumentou que o armamento nuclear da Coreia do Norte permite “garantir a contenção” dada a “grave situação” que o país enfrenta, que a cada dia assume “mais riscos” diante das políticas americanas, apesar das tentativas de aproximação do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Nossas armas são uma garantia absoluta para defender nossa soberania, e isso permite. Possuí-las é a opção correta e responsável para garantir que haja paz e segurança na região”, afirmou, segundo um comunicado divulgado pela agência estatal norte-coreana KCNA.

“Essa postura não pode ser diluída nem enfraquecida pelas repetidas declarações dos Estados Unidos, que continuam apostando nessa desnuclearização”, esclareceu ele, ao mesmo tempo em que alertou que o “confronto” entre as partes “pode ser visto claramente”.

Assim, ele acusou Washington de ter demonstrado “abertamente” sua tentativa “hostil, extremamente sinistra e perversa, de manchar a imagem do nosso país e gerar instabilidade interna ao falar de supostos abusos contra os Direitos Humanos”.

CRITICA AS MANOBRAS MILITARES DOS EUA E DA COREIA DO SUL

Além disso, criticou a decisão das forças americanas de prosseguir com manobras militares conjuntas junto ao Japão e à Coreia do Sul, as quais “constituem uma ameaça para a Coreia do Norte e os países da região”. “Também comete atos de espionagem aérea e outras provocações militares”, acrescentou.

“O governo Trump reafirmou plenamente sua política hostil e imutável de violar arbitrariamente a soberania, o sistema político e os interesses de segurança do país por meio da farsa da desnuclearização, da campanha de difamação em matéria de direitos humanos e das ameaças militares”, explicou.

É por isso que argumentou que os Estados Unidos demonstram cada vez mais uma “postura de confronto mais clara em termos de retórica e comportamento” e “se tornaram uma das causas das crescentes tensões na Península da Coreia”. “Seremos cada vez mais resolutos e claros na hora de defender nossa soberania e salvaguardar os interesses supremos do país”, afirmou, em clara oposição à manobra de aproximação de Trump.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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