Europa Press/Contacto/Mikhail Metzel/Kremlin Pool
MADRID, 28 abr. (EUROPA PRESS) -
A Coreia do Norte confirmou pela primeira vez que enviou tropas à Rússia para combater as forças ucranianas em operações que agora considera concluídas, de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias oficial KCNA.
A Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia se referiu às operações ucranianas em Kursk como uma "invasão ousada" que tinha "a intenção sinistra de reverter a situação de guerra em que se encontravam", descrevendo as forças do país europeu como "ocupantes neonazistas" e a Rússia como um "país irmão".
A declaração, que saúda a "libertação" da região de Kursk, foi emitida dois dias depois que o Ministério das Relações Exteriores da Rússia reconheceu e destacou o trabalho dos "combatentes da RPDC", a República Popular Democrática da Coreia, nome oficial da Coreia do Norte.
Além disso, a Coreia do Norte defendeu que a ação de suas tropas "realizada dentro da fronteira da Federação Russa" está "totalmente" de acordo com a Carta da ONU e o direito internacional.
Embora essa seja a única colaboração mencionada no documento publicado, a Coreia do Norte prometeu que "apoiará invariavelmente e totalmente a causa sagrada do exército e do povo russo".
Enquanto isso, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky alegou que o exército russo usou um míssil balístico norte-coreano no ataque de quinta-feira em Kiev, que matou 12 pessoas e feriu cerca de 90.
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