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Pyongyang vê o ataque como outro exemplo da natureza "desonesta e brutal" dos EUA
MADRID, 4 jan. (EUROPA PRESS) -
O governo norte-coreano classificou como uma "violação selvagem" da soberania venezuelana a operação militar dos EUA que bombardeou Caracas e arredores e terminou com a captura do presidente do país, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores.
"Estamos prestando muita atenção à gravidade da atual situação na Venezuela causada por esse ato déspota dos Estados Unidos, que está ligado ao aumento da instabilidade que trará a uma situação regional já enfraquecida", disse o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte em um comunicado publicado pela agência de notícias oficial do país, a KCNA.
As autoridades venezuelanas declaram, portanto, que o ataque "é outro exemplo que confirma a natureza desonesta e brutal dos Estados Unidos, que a comunidade internacional tem observado com tanta frequência há muito tempo".
O Ministério das Relações Exteriores da RPDC denuncia veementemente esse ato dos Estados Unidos na Venezuela, "em busca de hegemonia", e o vê como "a forma mais grave de usurpação da soberania e uma violação flagrante da Carta da ONU e do direito internacional, cujo principal objetivo é o respeito à soberania, à não interferência e à integridade territorial".
A Coreia do Norte exige que a comunidade internacional "reconheça a gravidade da atual situação venezuelana, que teve consequências catastróficas para a consolidação das relações regionais e internacionais", e levante "uma voz de protesto e denúncia contra a violação habitual da soberania de outros países pelos Estados Unidos".
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