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MADRID, 11 jul. (EUROPA PRESS) -
O líder supremo norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente chinês, Xi Jinping, reafirmaram sua vontade de aprofundar a cooperação estratégica entre os dois países em uma troca de mensagens que ocorreu por ocasião do 65º aniversário do Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua, assinado pelos dois países, conforme informou neste sábado a agência estatal de notícias norte-coreana KCNA.
De acordo com as informações divulgadas por Pyongyang, os dois líderes trocaram cartas por ocasião da data comemorativa, ressaltando nelas a importância de reforçar os laços bilaterais em um cenário internacional marcado pela evolução da situação de segurança, pela crescente rivalidade entre a China e os Estados Unidos e pelo fortalecimento da coordenação entre a Coreia do Sul, os Estados Unidos e o Japão.
Essa troca ocorre após os contatos mantidos durante a cúpula realizada no mês passado em Pyongyang, em um momento em que Pequim tem buscado impulsionar suas relações com a Coreia do Norte, enquanto esta última, ao mesmo tempo, intensificou sua cooperação militar, diplomática e econômica com a Rússia.
Em sua carta, Kim manifestou sua intenção de trabalhar ao lado de Xi para transformar a relação entre os dois países em um “modelo das relações mais sólidas e estratégicas” entre Estados socialistas e elevá-la a um “novo patamar”.
“As relações de amizade e cooperação entre a RPDC (Coreia do Norte) e a China estão se desenvolvendo agora em um novo nível estratégico e contribuem grandemente para proteger firmemente a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento de ambos os países, bem como a defender a paz e a estabilidade na região e no resto do mundo, no contexto da complexa situação internacional”, escreveu o líder norte-coreano, conforme divulgado pela KCNA.
COOPERAÇÃO E AMIZADE EM DIVERSAS ÁREAS
Além disso, ele afirmou que tanto o Partido dos Trabalhadores quanto o governo norte-coreano mantêm uma posição “firme” a favor de impulsionar “de forma mais dinâmica” a cooperação e a amizade com a China em diversos âmbitos, “de acordo com as exigências dos tempos”.
Kim também destacou que o tratado assinado entre os dois países constitui uma base jurídica “sólida” para garantir o desenvolvimento “permanente” de relações caracterizadas pela “amizade militante, unidade e cooperação mutuamente benéfica”.
Por sua vez, Xi transmitiu a Kim sua disposição de reforçar a comunicação “estratégica” entre os dois líderes, com o objetivo de enfrentar os desafios decorrentes de um contexto internacional em constante transformação.
“Estou disposto a manter uma comunicação estratégica mais estreita com vocês (...) para contribuir para um maior bem-estar dos povos de ambos os países e promover a paz e o desenvolvimento regionais, mantendo firmemente a orientação do desenvolvimento das relações entre os dois países”, afirmou o presidente chinês.
Xi afirmou igualmente que Pequim continuará a atribuir “grande importância” às suas relações com a Coreia do Norte, independentemente da evolução do contexto internacional, e defendeu que o tratado serviu de base jurídica para consolidar laços bilaterais “selados com sangue”.
Paralelamente, uma delegação norte-coreana liderada pelo primeiro-ministro, Pak Thae Song, chegou na sexta-feira a Pequim para participar dos eventos organizados por ocasião do aniversário do acordo bilateral, assinado em 11 de julho de 1961 pelo então líder da Coreia do Norte e fundador do país, Kim Il Sung, e pelo ex-primeiro-ministro chinês, Zhou Enlai.
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