Publicado 09/04/2025 07:40

Conservadores e social-democratas concordam com uma "grande coalizão" na Alemanha

17 de março de 2025, Berlim: Friedrich Merz, líder do grupo parlamentar da União Democrata Cristã da Alemanha (CDU)/União Social Cristã da Baviera (CSU), fala durante uma coletiva de imprensa após a reunião do grupo parlamentar da CDU/CSU. Foto: Michae
Michael Kappeler/dpa

BERLIM 9 abr. (DPA/EP) -

O bloco conservador liderado pela União Democrata-Cristã (CDU) e o Partido Social-Democrata (SPD) chegaram a um acordo nesta quarta-feira para poderem governar juntos na próxima legislatura, um pacto que vinham negociando há várias semanas e que fará do democrata-cristão Friedrich Merz o novo chanceler da Alemanha.

Os partidos já confirmaram o fim das negociações e estão esperando que Merz, seu parceiro bávaro, Markus Soeder, e um dos principais líderes social-democratas, Lars Klingbeil, compareçam às 15h para dar os detalhes dessa nova aliança.

A Alemanha está, portanto, voltando à "grande coalizão" ("Grosse Koalition", em alemão), uma fórmula que não é nova, mas que tanto a CDU quanto o SPD tentaram descartar a priori durante a campanha. A aritmética eleitoral, no entanto, acabou demonstrando que essa era a única opção para garantir um governo e, ao mesmo tempo, manter o cordão sanitário da extrema direita.

Durante seu período como chanceler, Angela Merkel usou essa "grande coalizão" em doze de seus 16 anos no poder, em sua fase final com o atual chefe de governo interino, Olaf Scholz, como número dois no gabinete. O acordo que foi assinado agora tem a intenção teórica de durar por toda a legislatura, ou seja, por mais quatro anos.

Scholz já anunciou que não fará parte do novo Conselho de Ministros, embora permaneça como membro do Bundestag, a câmara baixa do parlamento.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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