Europa Press/Contacto/Rafael Pacheco Granados
MADRID 8 maio (EUROPA PRESS) -
A conservadora Laura Fernández tomou posse nesta sexta-feira como presidente da Costa Rica, em uma cerimônia realizada na capital do país, San José, onde prestou juramento para um mandato de quatro anos, após vencer com folga as eleições no início de fevereiro, com mais de 48% dos votos.
“Sou a herdeira dessa mudança. Herdeira de uma convicção que se resume a não desistir. Minha promessa não é apenas administrar a herança, mas multiplicá-la e levá-la a cada canto da Costa Rica", declarou a ex-ministra da Presidência de seu antecessor, Rodrigo Chaves.
A mandatária prometeu inaugurar “muito em breve” uma “megaprisão”, bem como um centro de vigilância policial, garantindo que será “um dos mais modernos do mundo”, em linha com outros líderes da região, como o presidente de El Salvador, Nayib Bukele.
“Mas isso não servirá de nada se os juízes continuarem soltando criminosos perigosos”, advertiu durante seu discurso, após tomar posse, diante de mais de 27 mil pessoas reunidas no Estádio Nacional da cidade costarriquenha, segundo a emissora Monumental.
Nessa linha, Fernández destacou que a classe política “deve prestar contas ao povo por suas ações, mas também por suas omissões” e apontou para uma reforma do sistema judicial, alegando que é “fundamental recuperar a confiança na justiça”. “A Costa Rica não pode, compatriotas, normalizar a vergonha de ver suas instituições infiltradas pelo crime”, acrescentou, antes de passar a ler os nomes de seu gabinete.
Entre eles figura justamente o ex-presidente Chaves, a quem nomeou como ministro da Presidência e da Fazenda, o que implica que, além de assumir um cargo estratégico, ele mantém sua imunidade enquanto continua sendo investigado por corrupção.
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