MADRID, 15 jun. (EUROPA PRESS) -
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã afirmou nesta segunda-feira que o acordo provisório alcançado com os Estados Unidos significa “consolidar a superioridade sobre o inimigo”, antes de salientar que a assinatura do pacto final “será adiada até que a outra parte tenha cumprido suas obrigações” nos termos do memorando de entendimento alcançado entre Teerã e Washington.
"A República Islâmica do Irã, sob a liderança do líder mártir — em referência ao aiatolá Ali Khamenei, assassinado nos primeiros momentos da ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel — completou sua superioridade sobre o inimigo sionista-americano, e (...) finalizou o texto de um memorando de entendimento sobre as negociações para pôr fim à guerra”, afirmou.
Assim, ele enfatizou que “em virtude dos acordos alcançados, a guerra e as operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano, cessarão de forma imediata e permanente, e o bloqueio naval contra o Irã terminará de forma imediata e completa", antes de confirmar que a assinatura deste documento ocorrerá em 19 de junho.
"As negociações para um acordo final serão adiadas até que a outra parte tenha cumprido suas obrigações de acordo com o memorando de entendimento", destacou, antes de agradecer ao Paquistão e ao Catar por seus esforços de mediação entre Washington e Teerã, conforme divulgado pela emissora de televisão pública IRIB.
Nessa linha, o Exército iraniano afirmou que “o povo iraniano e suas Forças Armadas demonstraram que o inimigo não tem outra opção a não ser aceitar a derrota e a rendição” , pois “sua vontade divina e inflexível se impôs sobre os inimigos americanos e sionistas” durante o último conflito, que eclodiu em 28 de fevereiro e se espalhou pela região do Oriente Médio.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, também manteve, nas últimas horas, conversas com seus homólogos da Turquia, Iraque e Egito para abordar o processo de negociações e o conteúdo do acordo alcançado com os Estados Unidos, conversas telefônicas nas quais ele enfatizou “a necessidade de deter totalmente a agressão do regime sionista e seus ataques desestabilizadores contra o Líbano”.
Araqchi destacou ainda as “responsabilidades dos Estados Unidos” na hora de aplicar o acordo alcançado e elogiou o trabalho desses três países ao “apoiar o estabelecimento de um cessar-fogo, reduzir as tensões e empreender esforços diplomáticos para alcançar estabilidade e segurança na região”, conforme informou a IRIB.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, garantiu nesta mesma segunda-feira que as tropas israelenses não se retirarão das zonas que ocupam no Líbano e afirmou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, “deixou claro” essa questão ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que poderia colocar em risco o acordo provisório recentemente alcançado.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático