Publicado 14/03/2025 15:07

O Conselho de Segurana da ONU pede s autoridades que estabeleam um processo de transio "inclusivo"

Condena a violncia em Latakia e Tartous, ao mesmo tempo em que pede investigaes "rápidas, transparentes" e "independentes

07 de maro de 2025, Síria, Latakia: As foras do exército sírio se dirigem aos vilarejos da zona rural de Latakia e da costa síria com armas pesadas para lutar contra os combatentes ligados ao líder deposto da Síria, Bashar al-Assad. Cerca de trs mese
Moawia Atrash/dpa

MADRID, 14 mar. (EUROPA PRESS) -

O Conselho de Segurana das Naes Unidas pediu nesta sexta-feira s autoridades de transio da Síria que protejam todos os cidados sírios, independentemente de sua etnia ou religio, e pediu que o processo político no país seja "inclusivo" e liderado pelos próprios sírios.

"Esse processo político deve atender s aspiraes legítimas de todos os sírios, fornecer-lhes proteo e permitir que determinem seu futuro de forma pacífica, independente e democrática", disseram os Estados membros em uma declarao lida pela atual presidente do Conselho, a dinamarquesa Christina Markus Lassen.

O Conselho também condenou a "violncia perpetrada nas províncias de Latakia e Tartous desde 6 de maro, incluindo assassinatos em massa de civis, especialmente da comunidade alauíta", ligada ao ex-presidente Bashar al-Assad.

"Expressa sua profunda preocupao com o impacto dessa violncia na escalada das tenses entre as comunidades na Síria e apela a todas as partes para que cessem imediatamente toda a violncia e atividades inflamatórias e garantam a proteo de todos os civis, da infraestrutura civil e das operaes humanitárias", acrescentou.

Além disso, "tomou nota" do anúncio feito pelas autoridades de que estabelecero um comit independente para investigar a violncia contra civis e identificar os responsáveis. "O Comit pede investigaes rápidas, transparentes, independentes, imparciais e completas para garantir a responsabilizao", disse.

O Conselho de Segurana também saudou a condenao da violncia pelas autoridades e pediu "medidas adicionais" para evitar violncia semelhante contra cidados por motivos étnicos ou religiosos.

Por fim, lembrou a Síria de sua obrigao de respeitar os direitos humanos, ao mesmo tempo em que pediu a todas as partes que "garantam acesso humanitário total, seguro e desimpedido s pessoas afetadas" pelo conflito. Também pediu "tratamento humano a todas as pessoas, inclusive quelas que se renderam ou depuseram suas armas".

Isso ocorre depois que o presidente de transio, Ahmed al Shara, ratificou um texto constitucional que especifica o Isl como a religio do Estado. O documento mantém a jurisprudncia islmica como a "principal fonte de legislao". Ele também prev a "liberdade de opinio, expresso, informao, publicao e imprensa", bem como o direito das mulheres de trabalhar e receber educao, entre outras questes.

Vale a pena mencionar que as autoridades autnomas curdas do nordeste da Síria criticaram a declarao, argumentando que ela no reflete a "diversidade" do povo sírio e que "inclui disposies e um estilo tradicional semelhante aos padres e critérios seguidos" pelo regime de Al Assad.

O anúncio foi feito em meio a confrontos na semana passada com milicianos leais a al-Assad no oeste do país, nos quais cerca de 1.400 civis teriam sido mortos, de acordo com o Observatório Sírio para Direitos Humanos, incluindo centenas executados pelas foras de segurana sírias.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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