Europa Press/Contacto/Monsef Memari
MADRID 27 jun. (EUROPA PRESS) -
Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas condenaram nesta quinta-feira "o atroz e covarde ataque terrorista" perpetrado no último fim de semana dentro de uma igreja ortodoxa na capital síria, Damasco, que deixou cerca de 30 mortos e mais de 60 feridos.
O órgão enfatizou "a necessidade de responsabilizar os perpetradores, organizadores, financiadores e patrocinadores desses atos terroristas repreensíveis e levá-los à justiça, bem como proteger todos os sírios, independentemente de sua etnia ou religião", de acordo com a declaração divulgada pelo gabinete do secretário-geral da ONU.
Os quinze estados-membros "pediram a todos os estados (...) que cooperem ativamente com todas as autoridades sírias relevantes nesse sentido". Essas exigências foram feitas em face de declarações conflitantes entre Damasco, que alegou que os detidos são estrangeiros que chegaram do campo de Al Hol, e as Forças Democráticas da Síria (SDF), que estão guardando o campo e negaram a abordagem do governo sírio, apontando que "as únicas pessoas que deixaram o campo durante esse período eram sírios" e a pedido de Damasco.
Além disso, o Conselho de Segurança expressou sua "mais profunda solidariedade e condolências às famílias das vítimas e ao povo sírio" e desejou uma rápida recuperação aos feridos, ao mesmo tempo em que afirmou que "o terrorismo, em todas as suas formas e manifestações, constitui uma das mais sérias ameaças à paz e à segurança internacionais".
O ataque à Igreja de Santo Elias, no bairro de Duweila, foi reivindicado pelo pouco conhecido grupo jihadista Saraya Ansar al Suna (Brigada de Apoiadores Sunitas), embora as autoridades instaladas após a queda de al Assad, lideradas por Ahmed al Shara - líder do grupo jihadista Hayat Tahrir al Sham (HTS) - tenham apontado o Estado Islâmico como o autor do crime.
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