Publicado 25/02/2025 02:21

Conselho de Segurança da ONU adota resolução dos EUA apoiada pela Rússia sobre a invasão da Ucrânia

Conselho de Segurança da ONU vota resolução sobre a invasão russa na Ucrânia
Europa Press/Contacto/Bianca Otero

O texto pede o fim do conflito, mas não pede explicitamente a retirada das tropas russas nem aponta a Rússia como agressora.

MADRID, 25 fev. (EUROPA PRESS) -

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou nesta segunda-feira uma resolução redigida pelo governo dos Estados Unidos sobre a invasão russa na Ucrânia que pede um "fim rápido" do conflito, embora evite nomear a Rússia como agressora e a retirada das tropas russas.

A votação foi aprovada com dez votos a favor (incluindo Rússia e China), nenhum voto contra e cinco abstenções (Reino Unido, França, Dinamarca, Grécia e Eslovênia). Essa é a primeira vez que o órgão da ONU encarregado de manter a paz e a segurança no mundo chega a uma decisão conjunta sobre essa questão.

O documento adotado, que é obrigatório de acordo com a lei internacional, lamenta a "trágica perda de vidas no conflito entre a Rússia e a Ucrânia". Ele foi adotado no terceiro aniversário da invasão, que começou em 24 de fevereiro de 2022 sob as ordens do presidente russo Vladimir Putin, e coincide com uma aproximação entre o governo de Donald Trump e o Kremlin, o que disparou o alarme em Kiev.

Antes da votação, a representante interina dos EUA na ONU, Dorothy Sea, declarou que "é hora de as Nações Unidas, e em particular o Conselho de Segurança, voltarem ao seu propósito original: a manutenção da paz e da segurança internacionais, incluindo a resolução pacífica de disputas". "Como membros do Conselho, devemos tomar a iniciativa e traçar um caminho para que ele (o órgão) possa fazer seu trabalho e acabar com o horror", disse ela.

O texto proposto (e posteriormente adotado), disse ele, "é elegante em sua simplicidade", pois "é um primeiro passo simbólico e simples em direção à paz". "Ele reflete o espírito da Carta da ONU e deve, como em 1945, afirmar que esta guerra é terrível, que a ONU pode ajudar a acabar com ela e que a paz é possível.

Por sua vez, o representante permanente da Rússia na ONU, Vasili Nebenzia, disse que "o gelo foi quebrado" entre Washington e Moscou "como resultado de contatos recentes" no "mais alto e mais elevado nível", saudando o fato de que a administração Trump mudou de ideia em relação às autoridades ucranianas. Ele também criticou os "patrocinadores europeus do regime de Zelensky, que continuam tentando protegê-lo e transferir toda a culpa da crise para a Rússia".

Após o dia, o Departamento de Estado dos EUA saudou a aprovação do documento, dizendo que "foi uma vitória significativa para a diplomacia dos EUA e os esforços" do chefe da Casa Branca "para acabar com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia".

"Essa ação histórica prepara o terreno para um caminho para a paz e o fim da matança", disse o gabinete liderado por Marco Rubio em uma breve declaração publicada em seu site de rede social X.

RESOLUÇÕES NA ASSEMBLÉIA GERAL DA ONU

Durante o dia, a Assembleia Geral da ONU também adotou duas resoluções sobre a invasão russa na Ucrânia, embora elas não sejam obrigatórias. Um dos textos foi apresentado pela Ucrânia e outros países europeus, enquanto o segundo foi apresentado pelos Estados Unidos.

A primeira resolução recebeu 93 votos a favor, 18 contra e 65 abstenções. Essa votação foi marcada pela posição dos EUA, que ficou do lado da Rússia. Dois anos atrás, os EUA apoiaram uma resolução semelhante que recebeu 141 votos a favor.

Esse texto lembra a necessidade de implementação das resoluções adotadas anteriormente, em particular a exigência de que as tropas russas se retirem "imediata, completa e incondicionalmente" do território ucraniano, reafirmando seu compromisso com a "soberania, independência, unidade e integridade territorial do país".

No entanto, o lado norte-americano apresentou um texto diferente ao lado ucraniano, que, no seu caso, pediu à Assembleia Geral que "implorasse um fim rápido para o conflito e que também pedisse uma paz duradoura entre a Ucrânia e a Federação Russa".

A França, em nome dos países europeus, propôs emendas à minuta, acrescentando referências à invasão em larga escala, à soberania e à integridade territorial e à necessidade de uma "paz justa, duradoura e abrangente". A Rússia queria introduzir uma referência às "causas fundamentais" do conflito.

O plenário, que rejeitou a emenda russa, adotou as emendas europeias e, finalmente, a resolução foi aprovada com as emendas por 93 votos a favor, oito contra (incluindo a Rússia e a Coreia do Norte) e 73 abstenções. Vale a pena mencionar que os Estados Unidos se abstiveram nessa votação.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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