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MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -
O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou nesta terça-feira “nos termos mais veementes” o ataque com drones registrado no início da semana passada contra as imediações da usina nuclear de Barakah, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos (EAU), denunciando o que considerou “uma violação flagrante do Direito Internacional”, à qual também atribuiu riscos ambientais.
“Os membros do Conselho de Segurança condenaram nos termos mais veementes o atroz ataque com drones contra um gerador elétrico fora do perímetro interno da usina nuclear de Barakah”, reza o comunicado divulgado a respeito, que classifica o ataque como “uma flagrante violação do Direito Internacional, com graves riscos para a vida dos civis, a infraestrutura e o meio ambiente”.
Nesse sentido, expressaram “profunda preocupação com essa perigosa escalada” e exigiram “a cessação imediata e permanente de todos os ataques contra civis e infraestrutura civil nos Emirados Árabes Unidos”, destacando em particular “os ataques e as ameaças de ataque contra instalações nucleares pacíficas”.
Além disso, após tomarem nota das últimas resoluções e declarações do Conselho de Segurança, da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e de seu diretor-geral, Rafael Grossi, exortaram todos os Estados a “aderirem aos mais altos padrões de segurança nuclear e salvaguardas, e a absterem-se de qualquer ação que possa colocar em risco a segurança nuclear”.
“Os membros do Conselho de Segurança reafirmaram seu total compromisso com a promoção da manutenção da paz e da estabilidade no Oriente Médio e reiteraram seu firme apoio à integridade territorial e à soberania dos Emirados Árabes Unidos, em conformidade com os princípios da Carta das Nações Unidas”, conclui a nota.
O Conselho se pronunciou dessa forma pouco mais de uma semana depois que as autoridades dos Emirados denunciaram o impacto de um avião não tripulado que incendiou um gerador que alimentava a usina nuclear de Barakah, após terem sido detectados um total de três drones provenientes da fronteira ocidental — o Irã fica ao norte —, dos quais os dois restantes foram “interceptados com sucesso”.
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