Publicado 13/07/2026 05:10

O Conselho prevê uma nova redução na intensidade do incêndio de Los Gallardos, que “está caminhando para ser controlado”

Imagens da área afetada pelo incêndio em Los Gallardos. Em 12 de julho de 2026, em Los Gallardos, Almería (Andaluzia, Espanha). O presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno, anunciou nesta manhã de domingo que o dispositivo andaluz c
Francisco J. Olmo - Europa Press

ALMERÍA 13 jul. (EUROPA PRESS) -

O primeiro vice-presidente e secretário de Estado da Presidência, Saúde e Emergências do Governo da Andaluzia, Antonio Sanz, avaliou nesta segunda-feira uma possível nova redução do nível de alerta em relação à situação do incêndio florestal em Los Gallardos (Almería), que “está caminhando para o controle e posterior extinção” após quatro dias de combate às chamas por parte do Infoca, da UME e de outras equipes operacionais.

Em entrevista à Canal Sur Radio, divulgada pela Europa Press, o secretário lembrou que o incêndio foi estabilizado neste domingo, após ter devastado 7.000 hectares de terreno, de modo que “não há chamas” e “a situação está totalmente sob controle”, o que permitiu reabrir todas as estradas e facilitar o retorno completo dos 1.600 evacuados.

De acordo com o último relatório do Infoca, o incêndio permanece na situação operacional 1 após ter sido estabilizado às 11h deste domingo; por isso, 40 bombeiros em terra e três viaturas de combate a incêndios permanecem no local nesta manhã de segunda-feira.

O responsável andaluz pelas Emergências detalhou que, nas últimas horas, as condições “favoráveis” para conter o incêndio se mantiveram, com vento “fraco” entre 10 e 15 quilômetros por hora e umidade relativa de 82 por cento, o que “favorece o trabalho de consolidação” realizado pelas equipes de especialistas diante do possível surgimento de focos de incêndio.

Por outro lado, o secretário lamentou a morte de uma mulher de 93 anos, de origem britânica, que estava internada no Hospital Universitário Torrecárdenas, em Almería, com queimaduras em 20% do corpo e doenças pré-existentes desde a noite de sexta-feira, que se soma às outras 12 vítimas fatais deste incêndio. “Infelizmente, temos que transmitir nossas condolências e as de todo o Governo da Andaluzia à sua família e aos seus amigos”, acrescentou.

O secretário de Estado da Presidência da Andaluzia destacou a virulência desse incêndio, que se propagou a uma grande velocidade de “cem metros por minuto”, o que lhe permitiu avançar 15 quilômetros em apenas uma hora e meia e se alastrar a outros municípios, como Bédar, Antas, Lubrín e até mesmo Sorbas. Conforme ele lembrou, até 32 meios aéreos chegaram a atuar em um único dia para tentar estabilizar o incêndio.

MAIS DE 14.500 HECTARES QUEIMADOS

Sanz enfatizou que este será um “verão francamente difícil” na Andaluzia, onde, no que vai do ano, já se somam 14.547 hectares queimados em incêndios florestais, o que representa 9.500 a mais do que no ano anterior. Além disso, foram realizadas 426 intervenções em incêndios e focos de incêndio, ou seja, 97 a mais do que no mesmo período do ano passado.

“É preciso pensar em avançar rumo a uma cultura de prevenção, uma cultura de autoproteção, uma cultura de responsabilidade”, afirmou o secretário, que acredita que esse episódio deve marcar um ponto de inflexão e levar em conta um tipo de incêndio que pode “ocorrer novamente na Espanha, em qualquer outro lugar”.

Para Sanz, a evolução que o incêndio de Los Gallardos sofreu “exige que, do ponto de vista científico, seja claramente analisado”, já que considera que ocorreram “muitas situações imprevisíveis” em relação à sua transformação, principalmente devido à força do vento e à seca, o que “torna esse modelo praticamente novo”.

Além disso, diante desse tipo de incidente, ele ressaltou a importância de seguir as “instruções” — e não “recomendações” — emitidas pelas autoridades públicas, que “são de cumprimento obrigatório”.

Assim, ele acredita que também é preciso trabalhar nessa “conscientização” e “convicção” por parte dos cidadãos para que cumpram as orientações fornecidas diante de uma situação de emergência, seja em caso de “confinamento” ou de “evacuação”. “O não cumprimento dessas instruções pode causar tragédias”, acrescentou.

ES-ALERT DEFENDIDO POR “HATERS”

O secretário voltou a defender a atuação do governo por não ter acionado o sistema de alertas reversos Es-Alert para alertar a população espalhada por pequenos povoados, principalmente em Los Gallardos e Bédar, ao entender que a mensagem de evacuação teria chegado a localidades “que não tinham nada a ver com o caso ou que não estavam afetadas”.

“Somente os haters, somente aqueles que não têm a menor ideia de como funciona o Es-Alert, podem continuar defendendo algo que teria provocado situações francamente muito mais graves e, certamente, com consequências muito piores”, insistiu Sanz, que ressaltou que se orientaram pelas recomendações de técnicos e especialistas sobre o assunto.

Além disso, ele lembrou a ação municipal realizada para conduzir a evacuação por diferentes rotas, dependendo da localização do assentamento. “Isso precisa ser transmitido, porque outra das limitações do Es-Alert é o número de caracteres, que, além disso, neste caso, precisava ser redigido em inglês”, acrescentou para defender que “a mensagem não teria servido”, uma vez que parte da rede de telefonia “ficou fora de serviço”.

RECUPERAÇÃO DA ÁREA

Quanto aos planos para lidar com a recuperação da área, Sanz destacou que as famílias constituem uma prioridade no atendimento às suas necessidades; por isso, serão implementadas medidas para restabelecer vias de comunicação, serviços e moradias.

Em relação ao ecossistema danificado, ele destacou que há uma parte “que se regenera naturalmente”, enquanto em outra será necessário implementar “políticas de regeneração” que darão frutos “em poucos anos”, sentido esse em que citou como exemplo as ações desenvolvidas em Doñana.

“Lubrín também sofreu um incêndio terrível no ano passado; é uma região onde ocorrem incêndios todos os anos”, lembrou ele, garantindo que essa área será analisada especificamente em conjunto com a Prefeitura e os moradores.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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