Publicado 12/08/2026 13:15

O Conselho de Paz para Gaza nega que o Hamas venha a receber recursos durante a segunda fase do plano de paz

Archivo - Arquivo - O coordenador especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov
Eskinder Debebe/United Nations/d / DPA - Arquivo

MADRID 12 ago. (EUROPA PRESS) -

O diretor executivo da Comissão de Paz para Gaza e Alto Representante para o enclave, o diplomata búlgaro Nikolai Mladenov, esclareceu nesta quarta-feira que o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) não terá acesso a recursos financeiros como parte da segunda fase do plano de paz.

“As alegações sobre um acordo financeiro entre a Comissão de Paz para Gaza e o Hamas são falsas. Tal proposta não foi discutida, não foi negociada, não foi considerada e tampouco estará em pauta no futuro”, afirmou ele em uma mensagem publicada em hebraico em suas redes sociais.

O diplomata esclareceu que esses recursos não são transferidos diretamente por meio de instituições ligadas ao Hamas. “Cada contrato passa por revisões e aprovações, cada trabalho é verificado antes do pagamento, e todas as contas estão abertas a uma auditoria completa por parte dos governos doadores”, afirmou.

Com isso, Mladenov busca acalmar as especulações de que o Conselho estaria negociando com o Hamas uma série de pagamentos para cobrir as indenizações por demissão dos funcionários civis de Gaza que não forem contratados nas novas instituições palestinas, para que o grupo aceite seu desarmamento total, nos termos do ‘roteiro’ proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“O objetivo continua sendo o desarmamento total e garantir que Gaza nunca mais represente o tipo de ameaça que Israel enfrentou em 7 de outubro. As alternativas são: o Hamas permanecer no poder e reconstruir suas capacidades militares, ou Israel voltar a controlar toda a população de Gaza a um custo humano, militar e econômico extremamente alto”, argumentou.

Assim, ele defendeu uma terceira opção: o “desarmamento total” do Hamas, bem como uma governança civil por meio do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG) — a entidade política que será liderada pelo economista e ex-vice-ministro da Autoridade Palestina, Alí Shaath — e a presença de forças de segurança internacionais sob supervisão dos Estados Unidos, além de mecanismos de vigilância e verificação.

“O Conselho de Paz foi criado como parte do plano do presidente Trump para Gaza e de acordo com a resolução 2803 do Conselho de Segurança. Ambos os documentos são públicos e claros: o Hamas não terá nenhum papel no governo de Gaza e não terá acesso a recursos”, concluiu Mladenov.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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