Publicado 31/07/2026 12:31

O Conselho de Paz exige que Israel e o Hamas cessem as hostilidades antes de dar início à segunda fase do plano

O órgão pede que ambas as partes assinem já o roteiro para dar início aos 14 dias de preparativos

GAZA, 30 de julho de 2026  -- Palestinos inspecionam os danos causados por um ataque aéreo israelense no campo de refugiados de Al-Shati, a oeste da cidade de Gaza, em 30 de julho de 2026.
Europa Press/Contacto/Rizek Abdeljawad

MADRID, 31 jul. (EUROPA PRESS) -

A Junta de Paz de Gaza exigiu nesta sexta-feira que Israel e o Hamas cessem imediatamente as hostilidades e assinem o roteiro apresentado por essa organização internacional, liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e concebido para orientar a transição do enclave palestino no pós-guerra, como passo prévio ao início da segunda fase do plano, 14 dias após a assinatura.

Tanto o Hamas quanto Israel devem cumprir “integralmente e sem demora” todos os compromissos previstos no protocolo acordado no ano passado em Sharm el-Sheikh (Egito); o documento regula as etapas iniciais do plano, entre elas dois pontos cruciais: o início da retirada de Israel e o desarmamento do Hamas.

Sobre este último aspecto, a publicação das linhas gerais desse roteiro ocorre após Trump ter anunciado que o Hamas havia aceitado iniciar o referido desarmamento, embora o movimento islâmico palestino tenha exigido garantias de que Israel se retirará do território que ocupa na Faixa de Gaza.

A agenda e os mecanismos de implementação serão elaborados no prazo de 14 dias após a aprovação do roteiro apresentado pelo Conselho de Paz. A partir daí, terá início uma nova fase com a entrada do governo de tecnocratas palestinos, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG), que dirigirá o enclave e, por sua vez, colaborará com a Força de Estabilização Internacional encarregada de manter a segurança.

AUDITORIA E RECONSTRUÇÃO

Assim que assumir plenamente suas responsabilidades em Gaza, o CNAG garantirá a continuidade das instituições civis e dos serviços públicos.

A partir daí, terá início um período de três anos de trabalho intensivo do novo governo palestino, que terá entre suas prioridades a realização de uma “auditoria integral das questões financeiras e administrativas em Gaza, além de proteger, recuperar e administrar os ativos e recursos públicos”.

O comitê buscará avaliar os compromissos legítimos com fornecedores, empreiteiros e outras partes, “até um valor total não superior a 400 milhões de dólares”, no início de uma série de medidas governamentais que serão implementadas “de forma gradual, ao longo de três anos”.

“A transição de uma fase para a seguinte”, em qualquer caso, “estará condicionada à verificação do cumprimento dos compromissos da fase anterior”, afirmou o Conselho de Paz.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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