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SANTA CRUZ DE TENERIFE 11 maio (EUROPA PRESS) -
A presidente do Cabildo de Tenerife, Rosa Dávila, lamentou nesta segunda-feira a atuação de um Governo da Espanha “arrogante” na gestão da crise do “Mv Hondius”, afetado por um surto de hantavírus, que teria agido “de forma impositiva” e que não foi “respeitoso, coordenado nem transparente” com as Ilhas Canárias.
“Enquanto o povo de Tenerife voltou a demonstrar sua solidariedade e serenidade, o Estado vem acumulando erros de gestão, contradições e ausência de documentação clara que justifique as decisões”, assinalou a presidente do Cabildo perante a imprensa em uma coletiva de imprensa convocada para abordar esta questão.
Rosa Dávila criticou o quão “grave” é o fato de que, enquanto as autoridades locais demonstraram “preocupação, questionamentos e alternativas” para proteger a saúde pública da população residente e temporária na ilha, o Estado tenha gerado “incerteza, desinformação e decisões improvisadas” durante a evacuação dos passageiros.
Ela lamentou o fato de o navio continuar ancorado até hoje em Tenerife, o que seria resultado de uma “decisão política” e de uma resposta “diplomática” aos países com cidadãos a bordo do cruzeiro, já que “em 12 horas, e com todas as garantias” isso poderia ter sido feito: “Cada dia que passa coloca a população de Tenerife em maior risco”.
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