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MADRID 15 out. (EUROPA PRESS) -
O Conselho de Estado francês rejeitou um pedido da política de extrema-direita Marine Le Pen para não aplicar imediatamente a desqualificação política ligada à sua condenação por suposto desvio de dinheiro durante seu período no Parlamento Europeu.
Embora a condenação não seja definitiva, um tribunal de Paris ordenou, em março, a aplicação imediata de uma desqualificação de cinco anos, o que efetivamente anula as aspirações de Le Pen de concorrer novamente nas eleições presidenciais, programadas para 2027.
Nessa nova apelação, Le Pen atacou o ex-primeiro-ministro, François Bayrou, por não revogar partes do código eleitoral que facilitavam a aplicação imediata da desqualificação, argumentando que isso violava as liberdades dos candidatos e dos eleitores.
No entanto, o Conselho de Estado rejeitou a petição de Le Pen com base no fato de que ela "não busca tanto a revogação das disposições regulamentares quanto a modificação da lei", o que "excede os poderes do primeiro-ministro", de acordo com uma declaração do tribunal.
Portanto, Le Pen ainda está aguardando o julgamento que começará em janeiro próximo na Corte de Apelação de Paris, uma segunda instância na qual a líder do Rally Nacional espera reverter a sentença de quatro anos de prisão - dois deles definitivos - e cinco anos de desqualificação para os "contratos fictícios" de assistentes parlamentares.
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