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MADRID 29 set. (EUROPA PRESS) -
A Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa concedeu na segunda-feira o Prêmio Vaclav Havel de Direitos Humanos ao jornalista ucraniano Maksim Butkevich, que passou dois anos sob custódia russa depois de se alistar nas Forças Armadas da Ucrânia e foi libertado em outubro de 2024 como parte de uma troca de prisioneiros.
Butkevich, cofundador do Centro Zmina de Direitos Humanos e da Rádio Hromadske, chamou o prêmio de "uma grande honra", algo que era "apenas um sonho" para ele quando estava em cativeiro na Rússia. Ele foi condenado a 13 anos de prisão antes de ser libertado.
Em seu discurso de agradecimento, ele dedicou o prêmio a todos os prisioneiros de guerra e civis ainda detidos pela Rússia, bem como aos jornalistas que tentam fazer seu trabalho sob o jugo de regimes autoritários. Ele também pediu à comunidade internacional que tenha em mente que "a Ucrânia não está apenas defendendo sua integridade territorial, mas também valores fundamentais" que são comuns a todos.
Butkevich, que assume o lugar da líder da oposição venezuelana María Corina Machado, laureada em 2024, estava em uma lista que incluía Mzia Amaghlobeli, da Geórgia, e Ulvi Hasanli, do Azerbaijão, todos jornalistas. O presidente da Assembleia Parlamentar, Theodoros Rousopoulos, enfatizou que "sem o direito à liberdade de expressão e à mídia livre, independente e pluralista, não há verdadeira democracia".
"Os governos não devem ter medo da verdade", disse Rousopoulos, que destacou que pelo menos 26 jornalistas ucranianos foram presos somente na Rússia e pediu a libertação dos outros dois finalistas do prêmio Vaclav Havel.
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