BORIS ROESSLER - DPA - Arquivo
MADRID 23 fev. (EUROPA PRESS) -
O Conselho Central dos Judeus na Alemanha, a principal organização que reúne os judeus que vivem no país europeu, expressou sua surpresa no domingo com o aumento dos votos recebidos pelo partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), a segunda maior força política do país, com 20% de apoio.
"Embora esse resultado fosse previsível de acordo com as pesquisas, também estou surpreso com o sucesso eleitoral da AfD, que dobrou sua participação nos votos em apenas três anos", disse o presidente da organização, Josef Schuster.
O grupo judeu enfatiza que "um quinto dos eleitores alemães" apoia um partido "que é, pelo menos parcialmente, de extrema direita, que busca abertamente vínculos com o radicalismo de direita e o neonazismo em sua linguagem e ideologia, que joga com os medos das pessoas e oferece a elas apenas soluções aparentes".
Schuster destacou que, após esses resultados eleitorais, "a formação de um governo será difícil". Portanto, ele pediu responsabilidade para conseguir "um governo estável". "Precisamos de soluções realistas do centro político para os problemas urgentes que nosso país enfrenta", argumentou.
A presidente da Comunidade Judaica de Munique e da Baviera, Charlotte Knobloch, também reagiu, ressaltando que "esse é um sinal de alerta". "A Alemanha é um país diferente de hoje. A responsabilidade dos partidos democráticos nunca foi tão grande. Eles devem formar rapidamente um governo estável. Tudo está em jogo agora, inclusive nossa democracia", argumentou ela em uma mensagem no X.
A AfD foi a segunda força mais votada nas eleições de domingo, com 20% de apoio, enquanto a coalizão conservadora União Democrática Cristã/União Social Cristã (CDU/CSU) foi a mais votada, com cerca de 30%. Atrás ficou o Partido Social Democrata (SPD), com apenas 16% de apoio, seu pior resultado de todos os tempos.
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