Publicado 28/07/2026 10:22

O Conselho Audiovisual encaminha ao Ministério Público o vídeo sobre a agressão a um menor em Moguer e solicita sua retirada

Logotipo do Conselho Audiovisual da Andaluzia.
CONSEJO AUDIOVISUAL DE ANDALUCÍA

HUELVA 28 jul. (EUROPA PRESS) -

O Conselho Audiovisual da Andaluzia (CAA) informou ao Ministério Público de Crimes Cibernéticos sobre a divulgação em massa de um vídeo na plataforma TikTok, no qual se observa uma agressão física e verbal protagonizada por quatro jovens menores contra outra menor na cidade de Moguer, na província de Huelva, solicitando, ao mesmo tempo, sua remoção da plataforma.

Conforme informado em comunicado à imprensa pelo próprio CAA, o órgão decidiu levar o caso ao conhecimento do Ministério Público, ao considerar que as imagens “podem afetar gravemente os direitos das pessoas envolvidas e exigir a intervenção das autoridades competentes”.

O vídeo, amplamente divulgado pelo TikTok, mostra várias menores que “repreendem, insultam e agridem fisicamente outra” enquanto a cena é gravada e posteriormente compartilhada na plataforma, “contribuindo para sua rápida divulgação nas redes sociais”.

O CAA lembra que a viralização de conteúdos audiovisuais que mostram episódios de violência, especialmente quando envolvem menores, constitui “uma violação dos direitos fundamentais relacionados à proteção da infância, à privacidade e à própria imagem, além de gerar um efeito multiplicador do dano causado à vítima”.

Com essa medida, o CAA leva os fatos ao conhecimento do Ministério Público para que este determine se há circunstâncias que justifiquem a instauração dos procedimentos que julgar oportunos.

RESPONSABILIDADE DO TIKTOK

Por outro lado, juntamente com as informações apresentadas ao Ministério Público, o Conselho Audiovisual da Andaluzia encaminhou uma denúncia ao TikTok para que proceda à remoção do vídeo, ao considerar que sua permanência na plataforma continua ampliando o dano causado à vítima e favorece a divulgação de um conteúdo de extrema violência.

O CAA entende que as plataformas de compartilhamento de vídeos desempenham “um papel essencial” na proteção dos direitos dos usuários, especialmente quando os conteúdos divulgados afetam menores de idade. Por isso, relembra que os prestadores desses serviços “devem agir com a máxima diligência quando tomam conhecimento da existência de materiais que possam violar direitos fundamentais ou infringir tanto suas próprias normas comunitárias quanto a legislação europeia”.

Nesse sentido, o Conselho solicita ao TikTok que adote as medidas cabíveis para “impedir que o vídeo continue sendo divulgado” e que avalie sua remoção da plataforma de acordo com seus mecanismos de moderação e com as obrigações estabelecidas no Regulamento dos Serviços Digitais (DSA), que reforça a responsabilidade das grandes plataformas digitais na gestão de conteúdos potencialmente ilícitos ou que possam causar grave prejuízo às pessoas afetadas.

Por isso, o CAA considera “indispensável” que as plataformas digitais “respondam com rapidez e eficácia” diante desse tipo de situação, removendo os conteúdos cuja divulgação “possa causar dano contínuo e colaborando com as autoridades competentes quando houver indícios de possíveis crimes”.

O órgão lembra que a proteção da infância e das pessoas vulneráveis constitui uma obrigação compartilhada pelas instituições públicas, pelas empresas de tecnologia e por toda a sociedade.

APELO PARA NÃO COMPARTILHAR AS IMAGENS

O Conselho Audiovisual reitera a necessidade de um uso responsável das redes sociais e lembra que a divulgação de imagens de agressões, “além de contribuir para a revitimização das vítimas, pode acarretar consequências legais para quem as grava, divulga ou compartilha, quando são violados direitos especialmente protegidos”.

Da mesma forma, o CAA insiste na “importância” de que qualquer pessoa que detecte conteúdos com essas características os comunique às autoridades competentes e “evite sua divulgação, contribuindo assim para a proteção das vítimas e para a prevenção de novas situações de violência”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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