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MADRID 15 set. (EUROPA PRESS) -
O conselho administrativo do Centro John F. Kennedy para as Artes Cênicas, nomeado pelo presidente Donald Trump, votou nesta terça-feira mais uma vez a favor do fechamento do prédio no âmbito das reformas previstas há meses e em meio à disputa judicial para renomear o centro com o sobrenome do magnata.
O conselho defendeu mais uma vez que, após o desabamento parcial do teto do átrio principal, o prédio não é seguro e deve ser fechado imediatamente para que sejam realizadas as reparos necessárias, conforme informou a rede NBC News.
É a terceira vez desde fevereiro que o conselho vota sobre o fechamento, depois que a deputada democrata por Ohio, Joyce Beatty, contestou cada uma das decisões na Justiça, alegando que os responsáveis não apresentaram opções para manter abertas algumas áreas do centro durante as referidas obras.
O juiz do Distrito de Columbia, Christopher Cooper, determinou nesta mesma terça-feira que o sobrenome de Trump não pode aparecer no prédio sem a aprovação do Congresso, após uma disputa judicial que se arrasta desde que o presidente decidiu, em dezembro de 2025, adicionar seu nome à fachada — o que fez com que os operários tivessem que remover a placa colocada pelo magnata.
Em uma tentativa de controlar a instituição, Trump destituiu metade dos membros do conselho, garantindo assim o voto favorável do órgão regulador responsável por dirigir, administrar e manter essa importante instituição cultural. A decisão provocou uma enxurrada de cancelamentos por parte dos artistas, em meio às críticas da oposição democrata.
O Congresso dos Estados Unidos criou o Centro Cultural Nacional em 1958 para apresentar programas musicais, palestras e outros eventos artísticos para jovens e idosos, uma instituição que foi renomeada por lei após a morte do presidente Kennedy.
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