Publicado 11/06/2026 02:46

O Congresso vota hoje a lei acordada para reconhecer os funcionários penitenciários como agentes da autoridade

O PSOE e o PP chegaram a um acordo a pedido dos sindicatos, que poderá ser publicado no Diário Oficial do Estado antes do verão

Archivo - Arquivo - Vários funcionários do sistema penitenciário se reúnem em uma manifestação pela igualdade salarial, em 22 de setembro de 2021, em Madri (Espanha). A associação “Tu Abandono Me Puede Matar”, formada por trabalhadores do sistema penitenc
Cézaro De Luca - Europa Press - Arquivo

MADRID, 11 jun. (EUROPA PRESS) -

O Plenário do Congresso debaterá e votará nesta quinta-feira a reforma da Lei Orgânica Geral Penitenciária 1/1979 para reconhecer, para efeitos legais, o caráter de agentes da autoridade aos funcionários das Instituições Penitenciárias, uma reivindicação “histórica” dos sindicatos que foi concretizada graças a um pacto entre o PSOE e o PP.

Atendendo às demandas dos sindicatos, a proposta estabelece que os funcionários penitenciários recebam indenização por danos pessoais ou materiais, bem como tenham presunção de veracidade, formação específica teórica e prática obrigatória e garantias de segurança como pessoal de serviço.

Tanto o PSOE quanto o PP demonstraram satisfação com o consenso alcançado a partir da proposta apresentada pelos socialistas, uma vez que atende a uma reivindicação histórica dos trabalhadores penitenciários.

ACORDO ENTRE PP, PSOE E PNV

“Esta Câmara envia uma mensagem de respeito e reconhecimento àqueles que garantem a segurança, a ordem e o funcionamento de nossas administrações penitenciárias, tanto das que foram transferidas para as autônomas quanto das que continuam dependendo da Administração Geral do Estado”, destacou o deputado do PSOE José Luis Aceves.

O PP, por meio de Fernando de Rosa, aproveitou para criticar o fato de a reforma ter demorado tanto para sair do impasse, já que passou meses na “geladeira” do Congresso com cinquenta prorrogações do prazo para emendas.

O texto final, acordado também com o PNV, conta com o apoio majoritário dos grupos, com exceção do ERC, que alertou para o risco de “ceder às propostas da direita que, no fim das contas, ocupam a extrema direita”. “Não era necessário, pois, de certa forma, eles já são agentes da autoridade e isso vai gerar um excesso de veracidade e de poder”, disse a deputada Pilar Vallugera.

UM BOM PASSO, MAS “INSUFICIENTE”

Do partido Sumar, Enrique Santiago saudou o acordo, embora o considere “insuficiente”, e aconselhou a não perder de vista que a lei obriga à reinserção dos presos e que está pendente a transferência da saúde penitenciária, bem como prevenir maus-tratos criando “espaços seguros" para os detentos e para "evitar acusações de maus-tratos que possam ser feitas sem fundamento".

O Vox também mantém emendas ao texto aprovado na Comissão de Assuntos Internos, entendendo que foi dado um bom passo, mas "claramente insuficiente", pois mantém as diferenças entre as comunidades autônomas. “Temos que aproveitar esse impulso para reivindicar de uma vez por todas que nossos policiais e guardas civis sejam considerados agentes de risco de uma vez por todas”, afirmam.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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