Publicado 13/02/2025 03:16

O Congresso solicitará hoje mais documentos secretos sobre os ataques do 17A, a pedido de Junts

O chefe dos Mossos d'Esquadra na época dos eventos, Josep Lluís Trapero (2i), comparece perante a Comisso de Inquérito sobre o direito de saber a verdade e as implicaes dos ataques em Barcelona e Cambrils em 17 de agosto de 2009.
A. Pérez Meca - Europa Press

MADRID 13 fev. (EUROPA PRESS) -

O comit do Congresso que investiga os ataques jihadistas perpetrados na Catalunha em 17 de agosto de 2017 planeja pedir ao governo nesta quinta-feira, por proposta de Junts, que desclassifique um novo lote de documentos do Centro Nacional de Inteligncia (CNI).

A inteno do partido de Carles Puigdemont é que esse órgo possa continuar a investigar a relao que os servios de inteligncia tiveram com Abdelbaki Es Satty, considerado o mentor desses ataques, após sua libertao da priso em Castellón em abril de 2014.

Junts insiste que Es Satty, que morreu na exploso de uma vila em Alcanar (Tarragona) no dia anterior aos atentados, atuou como "colaborador" e "informante" da CNI, apesar de os documentos desclassificados apresentados comisso explicarem que os agentes o sondaram para recrutá-lo como informante, mas finalmente o descartaram em 2015 devido sua "tendncia a enganar".

LIGAES E VIGILNCIA

Nessa documentao, qual a Europa Press teve acesso, também se afirma que os membros da CNI que se reuniram com ele até trs vezes na priso de Castellón em 2014 lhe forneceram um número de telefone para que ligasse para eles se tivesse algo a contribuir e que ele o fez em algumas ocasies, mas sem dar nenhuma informao interessante para eles.

Isso é o que Junts de Junts alega para sustentar que ele era, portanto, um colaborador dos servios de inteligncia, razo pela qual o partido pró-independncia quer que a comisso pea ao governo que desclassifique a nova documentao.

Entre outras coisas, eles pedem a divulgao pública dos registros de chamadas telefnicas que o CNI forneceu a Es Satty, dados sobre o monitoramento que os servios de inteligncia realizaram sobre o im de Ripoll após sua libertao da priso em Castellón e a durao exata desse monitoramento, bem como a transcrio das entrevistas que ele também realizou com a polícia.

UMA PESSOA CONDENADA E UMA TESTEMUNHA

Depois de votar o pedido de Junts, a comisso interrogará Mohamed Houli Chemnal, um dos condenados pelos ataques, que comparecerá pessoalmente, algemado e guardado por quatro policiais armados.

Gerard Gustave Gaston Gaston Trouvay, um morador do conjunto habitacional Montecarlo de Alcanar que disse ter visto uma van pertencente ao im de Ripoll fugindo após a exploso do chalé em que ele morreu no dia anterior aos ataques, também será convocado para a mesma sesso.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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