Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo
MADRID 30 nov. (EUROPA PRESS) -
O Congresso está finalizando os atos institucionais de 6 de dezembro por ocasião do quadragésimo sétimo aniversário da aprovação da Constituição de 1978, uma cerimônia na qual a ausência dos aliados de investidura do presidente Pedro Sánchez, ou seja, ERC, Bildu, Junts, PNV e BNG, será repetida.
Este ano, o aniversário da Carta Magna será marcado por intensas notícias políticas e judiciais para o governo, após a condenação do Procurador Geral do Estado, Álvaro García Ortiz, por crime de divulgação de segredos, a prisão do ex-ministro José Luis Ábalos e de seu ex-assessor Koldo García e o recente rompimento com o Junts, que deixa Sánchez com uma maioria absoluta contra ele.
Isso foi demonstrado esta semana com a rejeição, pelo Plenário do Congresso, do caminho do déficit promovido pelo Ministério das Finanças, uma etapa prévia para a aprovação do Orçamento Geral do Estado.
O evento para comemorar a Constituição, que será realizado no Salón de Pasos Perdidos, começará com um discurso da presidente do Congresso, a socialista Francina Armengol, que será acompanhada pelo presidente do Senado, o "popular" Pedro Rollán, e pelos representantes das mais altas instituições do Estado.
OS TRÊS PODERES DO ESTADO
Espera-se que a presidente do Conselho Geral do Judiciário e da Suprema Corte, Isabel Perelló, e o presidente do Tribunal Constitucional, Cándido Conde Pumpido, compareçam, enquanto a presença da nova procuradora-geral do Estado, Teresa Peramato, que deverá ser examinada no Congresso no dia 4 e ainda precisa cumprir algumas formalidades, é duvidosa.
Espera-se que o presidente, Pedro Sánchez, e muitos de seus ministros compareçam em nome do Executivo, e haverá representação de parlamentares do PSOE, PP e Sumar.
Os aliados da investidura, ERC, Junts Bildu, PNV e BNG, mais uma vez se retiraram da cerimônia comemorativa, conforme fontes desses partidos confirmaram à Europa Press. Também não se espera que o Vox compareça este ano, pois, como lembraram recentemente, não participarão de nenhum ato oficial em que "não possam pegar um microfone e denunciar as ações criminosas e corruptas do Executivo".
A VOX NÃO QUER COINCIDIR COM SÁNCHEZ
De fato, a Vox não participou, no dia 21 do ano passado, do ato que o Congresso realizou pelo quinquagésimo aniversário do restabelecimento da monarquia, enfrentando assim o rei e a rainha, que o presidiram junto com suas filhas, a princesa das Astúrias e a infanta Sofia.
E nos dias 12 e 13 de dezembro, o Congresso estará aberto ao público em uma nova edição dos Dias Abertos, que encerrará o aniversário da Constituição.
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