Publicado 24/05/2025 12:52

O Congresso peruano apresenta definitivamente a denúncia contra o presidente Boluarte no caso Rolex.

Archivo - Arquivo - A Presidente do Peru, Dina Boluarte
PRESIDENCIA DE PERÚ - Arquivo

MADRID 24 maio (EUROPA PRESS) -

A Comissão Permanente do Congresso peruano ratificou neste sábado a rejeição da queixa constitucional contra a presidente Dina Boluarte pelo uso de relógios Rolex de luxo não declarados, com uma votação de 14 votos a favor, 8 contra e 1 abstenção.

O relatório de qualificação, que recomendava a não continuidade do processo, foi decisivo para a resolução. De acordo com o documento, não foram encontrados elementos suficientes para apoiar uma infração constitucional, portanto a denúncia foi rejeitada pelo Subcomitê de Acusações Constitucionais, de acordo com o jornal peruano 'La Razón'.

O caso gerou polêmica devido ao uso de itens de luxo pela presidente que não foram incluídos em suas declarações de bens.

A própria Boluarte aproveitou a decisão para defender sua administração, citando os resultados das pesquisas mais recentes durante uma visita oficial ao distrito de Carabayllo. As pesquisas mostram que o índice de aprovação de Boluarte é muito baixo.

No entanto, a presidente destacou os governos anteriores por "agirem com indiferença" diante das "necessidades do país", enquanto sua administração "mantém a força e o compromisso de trabalhar por uma pátria mais justa". "Temos força, alma, vida e coração", enfatizou ela.

Boluarte recebeu os relógios das mãos do governador de Ayacucho, Wilfredo Oscorima, que teria agradecido pelos 100 milhões de soles (25 milhões de euros) para seu departamento.

Esses fatos provocaram a segunda moção de censura contra Boluarte, que pediu ao judiciário para encerrar a investigação e defende que os relógios eram um "empréstimo" e que ele não precisava aceitá-los.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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