Publicado 02/05/2025 06:54

O Congresso inicia a ratificação do tratado para tornar a fome da população um crime de guerra

Archivo - Arquivo - Sede do Tribunal Penal Internacional
TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL - Arquivo

MADRID 2 maio (EUROPA PRESS) -

Na próxima semana, o Congresso dos Deputados iniciará o processo de ratificação da última modificação do Estatuto de Roma que criou o Tribunal Penal Internacional, emendas que incluem novas condutas como crimes de guerra, entre elas o uso intencional da fome contra civis em um conflito.

A Espanha ratificou o estatuto em 24 de outubro de 2000 e ele entrou em vigor em 1º de julho de 2002. Posteriormente, a Assembleia dos Estados Partes adotou duas resoluções, em 2017 e 2019, que incluem quatro emendas com relação aos crimes de guerra listados no Artigo 8(2).

Especificamente, essas emendas referem-se ao uso de certas armas biológicas, fragmentos não detectáveis e armas a laser que causam cegueira, bem como o uso intencional da fome de civis como método de guerra, em conflitos de natureza não internacional, tanto em contextos de guerra internacional quanto interna.

Moncloa afirma que essa ratificação é "coerente com o compromisso da Espanha" com os direitos humanos e com o TPI, "a pedra angular do sistema de justiça criminal universal que defende a luta contra a impunidade dos crimes mais graves cometidos contra a humanidade".

O Ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, enfatizou que essa ratificação é "mais um exemplo" do compromisso do governo de Pedro Sánchez com "a luta contra a impunidade e contra os mais graves crimes de guerra e crimes contra a humanidade".

O texto chegará à sessão plenária do Congresso na próxima semana: na terça-feira será votada sua tramitação expressa em uma única leitura (sem passar por um relatório ou comissão) e, se for aprovado, na quinta-feira a lei orgânica será aprovada para ser encaminhada ao Senado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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