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MADRID 14 fev. (EUROPA PRESS) - O Congresso do Peru convocou para a próxima terça-feira uma sessão plenária extraordinária para iniciar o debate de uma moção de censura contra o presidente José Jerí, investigado por tráfico de influências apenas dois meses antes das eleições legislativas e presidenciais de 12 de abril.
“Por disposição do presidente encarregado do Congresso, Fernando Rospigliosi, e em conformidade com o Regimento do Congresso, é convocada uma sessão extraordinária do Plenário que se realizará na terça-feira, 17 de fevereiro de 2026”, diz um comunicado da Câmara peruana publicado nas redes sociais.
Rospigliosi criticou a forma como a oposição convocou essa moção de censura, argumentando que, apesar das críticas dirigidas a ele por adiar a convocação, eles não tinham as assinaturas necessárias.
“Assim que tivermos as assinaturas validadas, convocarei a sessão plenária extraordinária onde será discutido o processo proposto na moção, que é a censura a José Jerí Oré. Insisto, não posso convocar a sessão plenária se não tiver o documento validado. Caso contrário, estaria cometendo uma irregularidade muito grave”, afirmou poucas horas antes de anunciar a sessão plenária.
O presidente do Congresso peruano indicou que, após o registro das 78 assinaturas necessárias e apesar dos erros cometidos, o processo de convocação foi iniciado. Da mesma forma, ele pediu desculpas àqueles que “insultaram” com acusações de “conspirações”.
Os partidos da oposição defendem esta moção de censura devido aos “presuntos atos de má conduta funcional realizados nas datas de 26 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro do ano corrente”, referindo-se às reuniões clandestinas do presidente com o empresário chinês Zhihua Yang, caso pelo qual está sendo investigado sob acusações de tráfico de influência.
Jerí enfrentará sua oitava moção de censura desde que assumiu a Presidência do Peru em outubro de 2025, substituindo Dina Boluarte, destituída entre acusações de corrupção e o aumento da violência no país andino.
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