Europa Press/Contacto/Carlos Garcia Granthon
MADRID 10 out. (EUROPA PRESS) -
O Congresso do Peru aprovou nesta quinta-feira que o debate e a votação sobre o pedido de destituição da presidente do país, Dina Boluarte, serão realizados no final do dia, depois de aceitar com o apoio da grande maioria da câmara até quatro moções para destituir a presidente, que foi convocada para se defender no debate.
A Câmara dos Deputados aprovou com 118 votos a favor - de um total de 130 assentos - que Boluarte deveria comparecer ao que poderia ser sua última sessão plenária como presidente, depois que as quatro moções aprovadas sempre tiveram mais de 113 apoiadores, aqueles obtidos pela chamada moção de "vacância", de acordo com o diário peruano "La República".
"O Plenário do Congresso da República, em sua sessão realizada hoje, admitiu as moções da agenda 19769, 19770, 19771 e 19772, e concordou em convidá-la a participar da sessão que o Plenário do Congresso da República realizará na quinta-feira, 9 de outubro de 2025, às 23h30 (hora local), momento em que será convidada a participar da sessão que o Plenário do Congresso da República realizará na quinta-feira, 9 de outubro de 2025, às 23h30 (hora local). (A carta enviada a Boluarte pelo Presidente do Congresso, José Enrique Jerí Oré, diz: "Nessa ocasião, o pedido de vacância da Presidência da República, solicitado por meio das moções mencionadas, será debatido e votado, com base no parágrafo 2) do artigo 113 da Constituição Política do Peru".
A mesma carta informa à presidente que, durante a sessão, "ela poderá exercer pessoalmente seu direito de defesa ou ser assistida por um advogado por um total de sessenta minutos", o que significa que a sessão plenária continuará após a meia-noite em Lima.
Diante dessa situação, o canal RPP noticiou a presença de um grupo de pessoas cercando a parte externa da embaixada do Equador para evitar uma hipotética fuga de Boluarte, apesar de, horas antes, seu advogado Juan Carlos Portugal ter negado que ele estivesse pensando em pedir asilo.
Por enquanto, a Polícia Nacional do Peru (PNP) informou por meio da rede social X que está realizando "manobras preventivas fora do Congresso da República, com o objetivo de manter a ordem". "Pedimos aos manifestantes que estão exercendo pacificamente seu direito à liberdade de expressão que mantenham a calma e cooperem com a polícia", acrescentou a polícia, enfatizando que "a violência nunca é a solução".
DEBATE PRECIPITADO POR TIROTEIO NO SUL DE LIMA
O processo parlamentar, que poderia levar a um impeachment expresso, foi motivado por um ataque a um show da banda Agua Marina, realizado no Círculo Militar em Chorrillos - um distrito no sul da capital peruana - na noite de quarta-feira. Durante a apresentação da banda de cumbia, vários homens armados começaram a atirar e cinco pessoas ficaram feridas, quatro delas músicos, em um novo episódio de insegurança, que tem sido um dos principais focos dos recentes protestos contra o governo Boluarte.
O Ministério do Interior condenou imediatamente os acontecimentos e informou que a polícia estava investigando. No entanto, advertiu, em uma declaração publicada na rede social X, que o evento não tinha as garantias exigidas pelo ministério e que as autoridades policiais não haviam sido informadas sobre o evento.
"Os organizadores desse tipo de espetáculo público não esportivo são instados a cumprir todos os mecanismos e protocolos correspondentes para obter as permissões e garantias de segurança necessárias", diz o texto publicado.
Por outro lado, o presidente da Associação de Artistas, Walter Dolorier, rejeitou essas palavras nas últimas horas, assegurando que a Agua Marina tinha a licença municipal correspondente e ressaltando que os fatos ocorridos não podem ser atribuídos ao promotor do evento.
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