Publicado 21/01/2026 14:45

O Congresso apresenta uma moção de censura ao presidente por suas reuniões secretas com um empresário chinês.

Archivo - Arquivo - 23 de novembro de 2025, Lima, PERU: O presidente do Peru, JOSE JERI (C), ao lado do prefeito de Lima, Renzo Reggiardo (R), participa de uma cerimônia no jogo dos Bolivarianos em Lima.
Europa Press/Contacto/Mariana Bazo - Arquivo

MADRID 21 jan. (EUROPA PRESS) - O Congresso do Peru apresentou nesta quarta-feira uma moção de censura contra o presidente, José Jerí, por suas reuniões secretas com um empresário chinês, embora agora seja necessário que a Câmara convoque uma sessão plenária extraordinária para debater a proposta, uma vez que está em recesso até março.

A iniciativa foi apoiada por cerca de vinte deputados de diferentes bancadas. Ruth Luque, do Bloco Democrático, afirmou em uma mensagem nas redes sociais que “um presidente que mente repetidamente, que tem reuniões secretas e, aparentemente, negociações com empresários, não merece continuar no cargo”.

“Agora vamos ver se o fujimorismo e a direita o protegem como fizeram o tempo todo com Dina Boluarte”, afirmou a deputada em referência à ex-presidente peruana, que finalmente foi sucedida por Jerí após várias tentativas da oposição de destituí-la do cargo devido a diferentes polêmicas e irregularidades.

Além das assinaturas dos bancos da esquerda do arco parlamentar, a moção de censura encontrou o apoio de deputados de forças da direita peruana, como Acción Popular ou Avanza País. O texto foi dirigido a Jerí na qualidade de presidente do Congresso, cargo que ocupa juntamente com o de presidente interino após a destituição de Boluarte. Caso seja destituído, ele também deixará de ser chefe de Estado. Para dar início ao processo, é necessário convocar uma sessão plenária extraordinária, seja por ordem do presidente interino da Câmara, Fernando Rospigliosi, ou por meio de uma petição de 43 deputados.

Se a moção de censura for aprovada, os três vice-presidentes da Mesa Diretiva permanecerão em funções e convocarão uma nova eleição para escolher o novo presidente do Congresso, que assumirá como presidente interino com vistas a preparar as eleições previstas para abril de 2026.

No final de dezembro, a imprensa peruana publicou imagens do presidente peruano indo a um estabelecimento fechado do empresário chinês Zhihua Yang em Lima, um encontro fora de sua agenda oficial ao qual ele compareceu em carro oficial. Nas imagens, Jerí é visto entrando furtivamente no local, com capuz e óculos escuros. “NADA A ESCONDER” Em entrevista ao Canal N, o presidente peruano reconheceu ter se encontrado com essa pessoa três vezes nas últimas semanas, mas negou que os encontros tivessem qualquer caráter ilícito. “Há uma intenção de distorcer atos comuns como ir a um restaurante chinês ou fazer compras em uma loja”, protestou. Um dos presentes em uma dessas visitas ao restaurante chinês era Ji Wu Xiaodong, processado por tráfico ilegal de madeira, fato do qual Jerí, segundo ele, não tinha conhecimento. “Não posso saber todas as atividades realizadas pelos amigos do meu amigo”, justificou, referindo-se a Zhihua. Com relação a este último, Jerí garantiu que não tem contato com ele depois de ter constatado que “ele vem prejudicando” a Presidência. “Não posso considerá-lo uma pessoa que continua sendo meu amigo”, disse.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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