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MADRID 14 jul. (EUROPA PRESS) -
Vários congressistas do Partido Democrata visitaram Cuba e acusaram o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de transformar a ilha em uma “Gaza silenciosa” por meio de suas políticas restritivas e do embargo energético.
Os congressistas Delia Catalina Ramírez (Illinois), Teresa Leger-Fernández (Novo México), Mark Pocan (Wisconsin) e Maxine Dexter (Oregon), realizaram uma visita de quatro dias à ilha, onde se reuniram com representantes do governo cubano, entre eles o presidente Miguel Díaz-Canel.
Apesar dos supostos contatos indiretos entre as autoridades dos Estados Unidos e de Cuba, eles alertaram que “não há conversas que consigam reverter essa situação”, conforme explicaram em uma breve coletiva de imprensa, segundo noticiou o ‘Diario de Cuba’.
“Não acredito que estejam ocorrendo negociações”, afirmou Pocan ao ser questionado sobre o processo de diálogo para conseguir o fim do bloqueio. “Acho que (o secretário de Estado) Marco Rubio está transformando isso em algo pessoal e não em algo profissional”, lamentou.
Nesse sentido, ele denunciou a situação energética do território e ressaltou que, embora “possa não haver bombardeios, sem dúvida existem condições que impedem as pessoas de levar adiante sua vida cotidiana”. “Elas não podem ir ao trabalho, não podem conservar seus alimentos, não têm acesso a suprimentos médicos nem podem viver como viviam antes”, alertou.
O governo Trump espera que esse embargo funcione justamente para exercer pressão sobre as autoridades cubanas, às quais chegou a ameaçar até mesmo com uma intervenção militar para conseguir uma mudança de governo.
Washington impôs recentemente um novo pacote de sanções contra o Ministério do Turismo, considerado um setor essencial e estratégico para a economia da ilha, bem como contra as empresas Enetec, Coreydan e o Grupo Empresarial de Comércio Exterior (Gecomex), entre outras.
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