Maren Hennemuth/dpa - Arquivo
MADRID, 9 abr. (EUROPA PRESS) -
Os congressistas democratas Joaquín Castro e Greg Casar denunciaram a detenção de mais de 6.200 crianças migrantes durante o último ano em centros de detenção dos Estados Unidos, durante uma visita às instalações de Dilley, no Texas, cujo "fechamento" solicitaram para "reunir as famílias".
Neste centro de detenção, há cerca de 400 pessoas detidas, cerca de 49 famílias, das quais algumas “estão privadas de liberdade há mais de um ano”, segundo dados da organização FWD, que defende uma reforma da justiça penal e das políticas migratórias. No total, estima-se que a população deste centro seja composta principalmente por 77 menores e quase 250 mulheres adultas.
Castro e Casar alertaram para as “graves violações dos direitos humanos” registradas nesses centros, onde denunciaram a falta de atendimento médico, maus-tratos e agressões verbais e racistas. “Não estão levando-as a sério, não são tratadas como seres humanos”, lamentou Castro, segundo informações do canal Fox News.
Informações divulgadas pela rede CBS News revelam que as detenções atingiram níveis históricos. Em janeiro deste ano, os Estados Unidos mantiveram sob custódia mais de 73.000 migrantes, o número mais alto registrado desde a criação do Departamento de Segurança Interna (DHS) em 2001.
É por isso que esses congressistas defendem o fechamento dessas instalações, que descreveram como “prisões para crianças”. Assim, informaram que o número de famílias que se encontram no centro de Dilley aumentou para 138 durante a última semana.
Nesse sentido, Castro acusou as autoridades de agir com “crueldade” e “sigilo”. “Temos que pedir que libertem as crianças”, afirmou, antes de compartilhar alguns depoimentos de menores migrantes.
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