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MADRID 16 jan. (EUROPA PRESS) -
Os organizadores da Conferência de Segurança de Munique (MSC, na sigla em inglês) anunciaram nesta sexta-feira que retiraram o convite feito a autoridades iranianas “à luz dos recentes acontecimentos” no Irã, onde protestos antigovernamentais contra a crise econômica deixaram centenas de mortos, segundo dados de organizações de direitos humanos.
“Há várias semanas, enviamos convites a representantes selecionados do governo do Irã. À luz dos recentes acontecimentos, a Conferência de Segurança de Munique não mantém esses convites”, afirmou um porta-voz da MSC em declarações enviadas à Europa Press.
Embora tenha indicado que não faz comentários sobre sua “política de convites” durante a preparação do evento, afirmou que “supervisiona continuamente todos os acontecimentos políticos relevantes para garantir que as perspectivas mais importantes em matéria de política de segurança estejam adequadamente representadas”.
Além disso, explicou que o processo de envio de convites “não termina até o início da conferência”, que será realizada este ano entre 13 e 25 de fevereiro. O Ministério das Relações Exteriores alemão havia anteriormente classificado como “inadequada” a participação de funcionários iranianos devido à “repressão sangrenta dos protestos”, segundo a DPA.
A MSC já teve que se pronunciar na sexta-feira passada para defender o envio de convites a membros do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), alegando que a conferência é uma “plataforma de diálogo” que “aspira a refletir o espectro de opiniões mais amplo possível, incluindo posições contrárias”.
Os organizadores afirmaram que foram enviados convites a todos os partidos representados no Bundestag, incluindo a AfD, que atualmente é o principal partido da oposição, e garantiram que não estava previsto que os membros do partido de extrema direita participassem no palco.
A repressão das forças de segurança do país contra as manifestações iniciadas no final de dezembro de 2025 no Irã resultou em pelo menos 3.428 mortos em 15 províncias, de acordo com os últimos dados publicados pela ONG Iran Human Rights (IHRNGO), com sede na Noruega.
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