NOVA YORK 29 jul. (DPA/EP) -
Uma conferência da ONU com o objetivo de revigorar os esforços para uma solução de dois Estados no Oriente Médio terminou na terça-feira em Nova York com cerca de 20 países pedindo ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) que se desarme e desista do controle da Faixa de Gaza.
"Concordamos em tomar medidas coletivas para acabar com a guerra em Gaza e alcançar uma solução justa, pacífica e duradoura para o conflito israelense-palestino, com base na implementação efetiva da solução de dois Estados", diz o rascunho da declaração da conferência acessado pela agência de notícias dpa.
O documento de sete páginas condenou os ataques do Hamas ao território israelense em 7 de outubro de 2023 e exigiu que o grupo palestino entregasse suas armas à Autoridade Palestina, sediada na Cisjordânia. Também condenou os ataques de Israel contra civis em Gaza, bem como o bloqueio e a fome, que levaram a uma crise humanitária.
Eles também exigiram que o exército israelense se retirasse do enclave e acabasse com os assentamentos na Cisjordânia, ao mesmo tempo em que enfatizaram seu apoio a uma força de estabilização da ONU na região.
Os signatários incluem países ocidentais como o Reino Unido, a França e o Canadá, bem como países árabes como a Arábia Saudita e a Jordânia. Os mediadores entre Israel e o Hamas para um cessar-fogo, Egito e Qatar, também aderiram. No entanto, a declaração será adotada oficialmente pela ONU em setembro, portanto, outros países poderão assiná-la posteriormente.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, abriu a conferência de dois dias, organizada pela França e pela Arábia Saudita, com um discurso no qual lamentou que "a solução de dois Estados está mais distante do que nunca". Além disso, a ausência de Israel e de seu principal aliado, os Estados Unidos, diminuiu as esperanças de um avanço.
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