Publicado 30/07/2026 08:02

A Comunidade tenta novamente, sem sucesso, entrar no Estádio de Vallecas para realizar obras de emergência no local

Fachada do Estádio de Vallecas, em 29 de julho de 2026, em Madri (Espanha). A Comunidade de Madri apresentou nesta quarta-feira uma queixa junto à Polícia Nacional contra o Clube Rayo Vallecano por impedir o acesso ao Estádio de Vallecas ao p
Ricardo Rubio - Europa Press

MADRID 30 jul. (EUROPA PRESS) -

Equipes técnicas e operários da Comunidade de Madri compareceram novamente nesta quinta-feira ao Estádio de Vallecas para tentar acessar as instalações e dar início às obras urgentes previstas, embora não tenham conseguido entrar no recinto, segundo informaram fontes da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes à Europa Press.

É o segundo dia em que tentam acessar instalações cuja concessão já não pertence ao Rayo Vallecano. Nesta quarta-feira, após não conseguirem entrar no estádio, a Comunidade de Madri apresentou uma queixa junto à Polícia Nacional.

Enquanto o pessoal enviado pelo governo regional ficava do lado de fora, conforme pôde constatar a Europa Press, no interior do estádio era possível observar pessoas alheias ao Executivo regional realizando trabalhos de limpeza nas arquibancadas.

A Comunidade de Madri emitiu uma ordem de rescisão da concessão do Estádio de Vallecas ao Rayo, que inclui, como medida cautelar, a suspensão imediata da concessão. A decisão foi tomada depois que uma auditoria iniciada em outubro detectou “graves” deficiências de segurança, higiene e manutenção.

O governo regional anunciou que assumiria as medidas urgentes para garantir a segurança do recinto e fazer com que o time possa retornar a Vallecas “no menor tempo possível”. Enquanto durarem as obras, o Rayo terá que disputar suas primeiras partidas da Liga em um estádio alternativo escolhido pelo clube em coordenação com a LaLiga e a Federação Real Espanhola de Futebol.

Ao longo da manhã, torcedores foram chegando aos poucos ao estádio para renovar seus ingressos de temporada e demonstraram seu descontentamento com a situação.

Entre eles estava Antonio, sócio do Rayo Vallecano há mais de 20 anos, que garantiu à Europa Press que deixará seu assento vago caso o time tenha que se mudar temporariamente para outro estádio. “Vou deixar meu assento vago, não importa para onde eu vá. Só vou ocupá-lo se jogarmos aqui, no nosso estádio”, enfatizou.

Para esse sócio, o vínculo da torcida com o Rayo vai além dos resultados esportivos. “Quem é sócio do Rayo não o é porque vamos ganhar, mas por causa dos valores do bairro. Eu já fui sócio até na Segunda B”, contou.

“Aqui as famílias vêm com as crianças. É um estádio bonito para se vir assistir a um jogo de futebol”, acrescentou Antonio, que insistiu que sua decisão de renovar a assinatura responde ao seu compromisso com o clube, mas não significa que ele vá acompanhar o time se este acabar jogando fora de Vallecas.

AS TORCIDAS PEDEM A SUSPENSÃO DA CAMPANHA

Por sua vez, a Federação das Torcidas do Rayo Vallecano e a Plataforma ADRV exigiram que o clube suspenda imediatamente a campanha de renovações e novas adesões, diante da falta de informações sobre onde serão disputadas as primeiras partidas da temporada e se o público poderá comparecer.

Os grupos também solicitaram o reembolso do dinheiro para aqueles que já renovaram e que a campanha seja retomada, com uma prorrogação dos prazos, quando a situação estiver esclarecida.

“Sabemos que não jogaremos em Vallecas durante parte da temporada. Não sabemos onde esses jogos serão disputados, nem mesmo se haverá público”, alertaram em uma carta dirigida à diretoria do clube e divulgada nas redes sociais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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