Publicado 14/09/2026 16:00

A Comunidade revoga a suspensão cautelar do Estádio de Vallecas

Archivo - Arquivo - Fachada do Estádio de Vallecas, em 29 de julho de 2026, em Madri (Espanha). A Comunidade de Madri apresentou nesta quarta-feira uma queixa junto à Polícia Nacional contra o Clube Rayo Vallecano por impedir o acesso ao Estádio de Val
Ricardo Rubio - Europa Press - Arquivo

A segunda auditoria constata uma melhora “muito significativa”, embora o processo de extinção da concessão continue em andamento

MADRID, 14 set. (EUROPA PRESS) -

A Comunidade de Madri suspendeu nesta segunda-feira a suspensão cautelar do Estádio de Vallecas após analisar a segunda auditoria encomendada para verificar o estado das instalações, que conclui que o recinto já se encontra em condições adequadas para seu funcionamento normal, pelo que o Rayo Vallecano poderá, em breve, voltar a disputar suas partidas em seu estádio.

Segundo informa a Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte, a nova auditoria conclui que “as instalações inspecionadas estão operacionais e em condições adequadas para seu funcionamento normal” e constata “uma melhoria material e documental muito significativa” em relação à situação refletida no primeiro relatório.

A Comunidade destacou que a maior parte das medidas corretivas ocorreu após as decisões adotadas pela Secretaria na sequência da primeira auditoria, que detectou uma situação que “comprometia a segurança e a operacionalidade do estádio”.

O levantamento da suspensão abre, assim, caminho para o retorno do time do Rayo Vallecano a Vallecas, depois de ter sido obrigado a disputar fora de seu estádio as primeiras partidas em casa da temporada.

O PROCESSO DE EXTINÇÃO DA CONCESSÃO CONTINUA

A decisão de permitir novamente o uso do estádio não implica, no entanto, o encerramento do processo administrativo aberto contra o Rayo Vallecano.

A Comunidade confirmou que dará continuidade ao processo de extinção da concessão concedida à Rayo Vallecano Sociedad Anónima Deportiva, devido ao que considera um “grave descumprimento” de suas obrigações.

O secretário estadual responsável pela área, Mariano De Paco Serrano, já havia adiantado nesta mesma segunda-feira que ambas as questões tramitavam de forma independente e que, embora os problemas que afetavam o estádio tivessem sido sanados, o Executivo regional manteria o processo de extinção devido aos incumprimentos anteriores atribuídos ao clube.

“É verdade que, recentemente, o clube resolveu todos os problemas que o estádio apresentava, mas esses problemas existiam e, por isso, foi necessário dar início a este processo”, havia destacado o secretário horas antes de a decisão definitiva ser divulgada.

A AUDITORIA CHEGOU NO SÁBADO

A segunda auditoria foi enviada no último sábado, às 17h41, à Secretaria, pela Instalaciones Cedial, a mesma empresa encarregada de elaborar o primeiro relatório, e havia sido assinada oito minutos antes, às 17h33.

O documento também foi encaminhado à Ordem dos Engenheiros. A resolução assinada nesta segunda-feira por De Paco ocorre após a Direção Geral de Esportes ter emitido os relatórios obrigatórios necessários para a tomada da decisão.

A Comunidade havia insistido nas últimas semanas que não permitiria o retorno da equipe até que se dispusesse de um documento técnico definitivo que comprovasse que os problemas apontados inicialmente haviam sido corrigidos.

Horas antes de se saber do levantamento da suspensão, De Paco havia sinalizado, em uma entrevista à Telemadrid, que considerava improvável que o Rayo pudesse retornar já para a partida desta terça-feira, embora estivesse confiante de que o próximo jogo em casa, previsto para outubro, pudesse ser disputado em Vallecas, caso a auditoria confirmasse que as deficiências haviam sido sanadas.

SEM JOGAR EM VALLECAS DESDE O FINAL DE JULHO

O “exílio” do Rayo remonta ao mês de julho, quando a Comunidade emitiu uma ordem para dar início à rescisão da concessão do Estádio de Vallecas e determinou, como medida cautelar, sua suspensão imediata, após uma primeira auditoria ter detectado deficiências “graves” em segurança, higiene e manutenção.

O relatório apontou problemas em áreas como os sistemas de proteção contra incêndios, as instalações elétricas, a iluminação de emergência e as condições higiênico-sanitárias. A Comunidade também atribuiu ao Rayo o descumprimento de suas obrigações de manutenção e o não fornecimento da documentação exigida.

A tensão aumentou quando técnicos e operários enviados pelo governo regional não conseguiram acessar o estádio para iniciar as ações urgentes. A Comunidade chegou a apresentar uma queixa à Polícia Nacional contra o clube por impedir a entrada de seu pessoal.

Após várias tentativas frustradas e uma reunião posterior entre De Paco e o presidente do Rayo, Raúl Martín Presa, os técnicos regionais conseguiram finalmente acessar as instalações e deram início às verificações.

O confronto continuou posteriormente com acusações mútuas. O Rayo chegou a acusar a Comunidade de manter “oculto” por mais de sete meses o relatório que motivou a suspensão, enquanto De Paco respondeu classificando a postura do clube como uma “tentativa desesperada de encobrir a realidade” e acusando-o de agir de “má-fé”.

DOIS JOGOS COMO LOCAL EM BUTARQUE

A impossibilidade de utilizar Vallecas já obrigou o Rayo a disputar partidas em casa no Estádio Ontime Butarque, em Leganés. A primeira foi contra o Deportivo Alavés em agosto, depois que a LaLiga rejeitou o pedido do clube para adiar o confronto.

O Rayo voltou a atuar como time da casa em Butarque no último dia 5 de setembro contra o Racing de Santander, partida que terminou com vitória do time vermelho e branco por 3 a 2.

Naquele mesmo dia, cerca de 2.500 pessoas, segundo dados da Delegação do Governo coletados pela Europa Press, marcharam pela Puente de Vallecas para exigir a saída de Presa e o retorno do time ao seu estádio sob o lema “O Rayo é de Vallecas ou não será”.

Os jogadores também expressaram publicamente seu desejo de voltar. O ponta Álvaro García afirmou na semana passada que o elenco precisa voltar “o mais rápido possível” a Vallecas e reconheceu a dificuldade que está representando para o time e sua torcida disputar as partidas em casa longe do bairro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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